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Chico César em Teresina: Um ato revolucionário. Veja fotos!


Foto: Prof. Francisco de Assis SousaChico César no palco do 4 de Setembro.
Chico César no palco do 4 de Setembro.

Teresina recebeu no dia 10 de setembro, no teatro 4 de Setembro, o show O Amor É Um Ato Revolucionário, com o cantor, compositor e instrumentista, Chico César.

No palco, vimos um Chico sendo Chico César, inovador, irreverente e revolucionário. O show O Amor É Um Ato Revolucionário, ainda não lançado oficialmente, é uma Pedrada questionadora e reflexiva sobre os sombrios dias atuais, afirmou o cantor. E Pedrada, junto com a faixa título do disco, é o carro chefe do álbum que traz 13 faixas inéditas. Acompanhe a letra, abaixo:

Cães danados do fascismo
Babam e arreganham os dentes
Sai do ovo a serpente
Fruto podre do cinismo

Para oprimir as gentes
Nos manter no escravismo
Pra nos empurrar no abismo
E nos triturar com os dentes

Ê república de parentes pode crer
Na nova babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós


Mas nós temos a pedrada pra jogar
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo jah!

Foto: Prof. Francisco de Assis SousaUm monstro no palco: arte e irreverência.
Um monstro no palco: arte e irreverência.

Acompanhados de intensos solos de violão e guitarra, na sequência, o astro emplacou grandes sucessos como: À primeira vista, Onde estará o meu amor? Da taça, Mama África, Pensar em você, A prosa impúrpura do Caicó e Filme triste. O artista também visitou Luiz Gonzaga com Juazeiro, Geraldo Vandré com Pra não dizer que não falei das flores e terminou convidando todos para dançar o tradicional forró pé de serra, marca característica do nosso Nordeste.

O evento é uma das etapas do Projeto Seis e Meia, da secretaria de Cultura do Estado do Piauí e parceiros, que levou Chico César também para Oeiras, 11, Bom Jesus, 12  e Corrente em 13/09.

Foto: Prof. Francisco de Assis SousaUm show para dizer que é nosso: Um ato revolucionário!
Um show para dizer que é nosso: Um ato revolucionário!

Conheça mais sobre a vida e a obra de Chico César!

Chico César nasceu no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba, e aos dezesseis anos mudou-se para João Pessoa. Formou-se em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba. Na época da universidade, entrou para o grupo Jaguaribe Carne, onde fazia poesia de vanguarda.

Foto: Prof. Francisco de Assis SousaDe punho erguido, o astro encerra o seu manifesto!
De punho erguido, o astro encerra o seu manifesto!

Pouco depois, aos 21, mudou-se para São Paulo. Trabalhando como jornalista e revisor de textos da Editora Abril, aperfeiçoou-se em violão, multiplicou as composições e formou seu público. Sua carreira artística tem repercussão internacional. A maioria de suas canções são poesias de alto poder de encanto linguístico.

Foto: Prof. Francisco de Assis SousaMomento inesquecível!
Momento inesquecível!

Carreira

Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha, e o sucesso o animou a deixar o jornalismo para dedicar-se somente à música. Formou a banda Cuscuz Clã e passou a apresentar-se na casa noturna paulistana Blen Blen Club. Em 1995 lançou seu primeiro disco Aos Vivos e seu primeiro livro Cantáteis, cantos elegíacos de amizade.

Tornou-se nacional e internacionalmente conhecido em 1996 pela canção "Mama África". O videoclip da música ganhou o prêmio de "Melhor Videoclipe de MPB" no MTV Video Music Brasil (VMB) de 1997 e é considerado um dos marcos da MTV Brasil.

Em 2007 participou do filme Paraíba, Meu Amor, do cineasta suíço Jean Robert-Charrue, cuja música tema é de sua autoria.

Foto: Prof. Francisco de Assis SousaChico César: um misto de amor e política.
Chico César: um misto de amor e política.

Politica

Chico César tomou posse na presidência da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) em maio de 2009. De janeiro de 2011 a dezembro de 2014 foi Secretário de Cultura do estado da Paraíba.

Foto: www.chicocesar.com.brCapa do álbum O Amor É Um Ato Revolucionário.
Capa do álbum O Amor É Um Ato Revolucionário.

Discografia

Aos Vivos (1995)

Cuscuz Clã (1996)

Beleza Mano (1997)

Mama Mundi (1999)

Respeitem Meus Cabelos, Brancos (2002)

De Uns Tempos pra Cá (2006)

Francisco, forró y frevo (2008)

Estado de Poesia (2015)

Prêmios e indicações

1996: Ganhou o prêmio de Revelação Regional no Prêmio Sharp pelo álbum Cuzcuz Clã;

1996: Ganhou o prêmio de melhor compositor n'Os Melhores de 1996 da Associação Paulista de Críticos de Arte pelo álbum Cuzcuz Clã

1996: Ganhou o prêmio de Música do Ano no Melhores do Ano pela música "À Primeira Vista";

1997: Ganhou o prêmio de Melhor Música no Troféu Imprensa pela música "À Primeira Vista";

1997: Ganhou o prêmio de Melhor Videoclipe de MPB no MTV Video Music Brasil (VMB) pelo videoclipe "Mama África";

2016: Indicado ao prêmio de melhor cantor na categoria Pop / ROCK / REGGAE / HIPHOP / FUNK no Prêmio da Música Brasileira pelo álbum Estado de Poesia;

2016: Indicado ao prêmio de melhor livro de poesia no Prêmio Jabuti pelo livro erótico Versos Pornográficos.

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