Espaço Jurídico

Uso da inteligência artificial torna mais mais célere a tramitação processual, afirma especialista


O uso da inteligência artificial nos processos judiciais é uma realidade cada vez mais presente no cotidiano dos tribunais e sua importância ganha destaque para a atuação advocatícia.

Com o intuito de debater a temática e esclarecer alguns pontos, a advogada Priscila Dantas concedeu entrevista ao programa Palavra Aberta Ajuspi desta semana, na TV Assembleia.

Segundo ela, essas novidades vêm assumindo papel de destaque graças ao estudo acurado sobre Inteligência Artificial (IA). Ela aponta que apesar da IA não ser muito debatida entre a militância, é sabido que ela vem modificando cenários – esteja você preparado ou não.

Foto: DivulgaçãoA ideia central é que a inteligência artificial seja capaz de executar ações humanas
A ideia central é que a inteligência artificial seja capaz de executar ações humanas

"No Brasil são vários os mecanismos que se utilizam da IA como forma de otimização de tempo, recursos e mão de obra. No âmbito do judiciário são vários os robôs ou sistemas utilizados. No STJ temos o “SÓCRATES” e o “ATHOS”. O primeiro identifica e agrupa processos similares e o segundo agrupa acórdãos símel, permitindo uma celeridade nos julgamentos de processos que versam sobre a mesma matéria e unificam ou pacificam as decisões. Outros exemplos podem ser citados: o sistema “BEM-TE-VI”, de gerenciamento de processos judiciais do Tribunal Superior do Trabalho que utiliza inteligência artificial e que faz uma análise prévia dos requisitos de admissibilidade recursal", assinala Priscila Dantas.

A advogada acrescenta que o conceito de inteligência artificial não é de todo fácil, por isso, trouxe a título de ilustração a definição de Andreas Kaplan e Michael Haenlein, referências nessa temática. "Os autores definem a inteligência artificial como 'uma capacidade do sistema para interpretar corretamente dados externos, aprender a partir desses dados e utilizar essas aprendizagens para atingir objetivos e tarefas específicos através de adaptação flexível', diz.

A ideia central é que a inteligência artificial seja capaz de executar ações humanas que dependam de raciocínio lógico, aprendizagem, reconhecimento de padrões, com o fito de entregar respostas cada vez mais acertadas, eficazes e céleres.

Sobre a possibilidade de a Inteligência Artificial extinguir algumas atividades profissionais ela pontua que sim, e que isso já vem acontecendo há um bom tempo. "Pouco a pouco percebemos a extinção de algumas profissões e o raiar de novas oportunidades impulsionadas pela tecnologia e propagação da inteligência artificial. Essa realidade é inevitável. E o direito não pode e nem deve ficar à margem. Deve trazer para si a responsabilidade de regular o tema, estimulando o debate junto com a sociedade e corpo acadêmico, utilizando-se da IA como mais um meio de efetivar direitos e resguardar os cidadãos", finaliza a advogada.

Deixe seu comentário