Abandonadas e descartadas: essa é a realidade de muitas crianças da capital

A Casa Savina Petrilli possui como finalidade a proteção integral, respeitando a condição de sujeito de direito das meninas

Foto: Reprodução/Internet Diretora da Casa Savina Petrilli, irmã Raimunda Lopes e repórter Maria Elvira
Diretora da Casa Savina Petrilli, irmã Raimunda Lopes e repórter Maria Elvira

Um sentimento que ecoa em minha mente e coração, o porque de crianças e adolescentes serem abandonadas. Não seria irresponsável de culpar a mãe, que sempre é o alvo mais fácil para atacar, porém, são vários fatores que acontecem “no oculto”, da qual, não podemos julgar para tal ato ser cometido. Fatores como: miséria, violência física e/ou sexual tanto com a mãe quanto a filha, depressão entre tantos outros possam vir a desencadear o abandono.

Na história do nosso país há pouco ou quase nada escrito sobre crianças abandonadas. O abandono de crianças e adolescentes no Brasil existe desde o século XVIII, quando mães solteiras seriam julgadas por terem filhos sem a presença de uma figura masculina.

Na realidade em que vivemos do século XXI é mais fácil esquecer a “bomba”, do que combatê-la, a sociedade está cada vez mais covarde, fechando os olhos para a sujeira do mundo. Não ignore as crianças em situações de riscos, tampouco, os menos favorecidos. Não façamos dos defeitos uma distância e sim uma aproximação.

Teresina conta com diversos orfanatos e abrigos para crianças que estão esperando apenas por uma chance de sentir-se importante para alguém. Em um ato de empatia, convido a todos para conhecer a Casa Savina Petrilli que desenvolve um projeto de apadrinhar afetivamente essas crianças e adolescentes.

A diretora do Savina Petrilli, irmã Raimunda Lopes, explica que os interessados em participar do projeto devem inscrever-se e passar por uma espécie de triagem. “Os interessados devem ter 18 anos ou mais. Eles passarão por avaliação psicológica, entrevistas com assistente social e visitas em seus domicílios”, conclui a diretora.

Se aprovados, os padrinhos escolhem as crianças que desejam apadrinhar e levam elas para passar feriados ou fins de semana em suas casas.

A Casa Savina Petrilli possui como finalidade a proteção integral, respeitando a condição de sujeito de direito das meninas, desenvolvendo estratégias de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, o resgate da auto-estima e o desenvolvimento da autonomia. A Casa Savina Petrilli possui a capacidade diária de atendimento de 32 crianças e adolescentes, dentro de uma vivência de valores, privacidade e respeito.

A Casa Savina Petrilli fica localizada na zona Norte de Teresina: Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos, 4771 - Bairro Itaperu, telefone: (86) 2106-2676.

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