Ataque com carro-bomba deixa mortos no norte da Síria

Ao menos 19 pessoas, incluindo 13 civis, morreram neste sábado (16) em um atentado com carro-bomba na cidade de Al-Bab.

Foto: Reprodução \ Web Foto aérea mostra um hospital atingido por um ataque aéreo na vila de Shinan, cerca de 30 km a sul de Idlib, na Síria
Foto aérea mostra um hospital atingido por um ataque aéreo na vila de Shinan, cerca de 30 km a sul de Idlib, na Síria

Ao menos 19 pessoas, incluindo 13 civis, morreram neste sábado (16) em um atentado com carro-bomba na cidade de Al-Bab, nordeste da Síria, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"A explosão aconteceu em um local em que se concentram táxis e ônibus na cidade de Al Bab", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

De acordo com o balanço atualizado do OSDH - que inicialmente citou 14 mortos - o atentado deixou 19 vítimas fatais e mais de 30 feridos, alguns em estado grave. O atentado não foi reivindicado até o momento.

Mas a Turquia, país vizinho da Síria, onde Ancara mobilizou tropas, acusou a principal milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG), que chama de "terrorista".

"Os terroristas das YPG continuam atacando inocentes, utilizando os mesmos métodos do Daesh", afirmou o ministério turco da Defesa no Twitter, em referência ao grupo extremista Estado Islâmico.

A cidade de Al Bab, antigo reduto dos extremistas do Estado Islâmico (EI), fica 30 km ao norte de Aleppo.

A localidade é cenário de assassinatos e confrontos violentos desde que, há dois anos, passou ao controle das forças turcas, apoiadas por milicianos sírios, de acordo com o OSDH.

O EI continua executando atentados nesta e em outras regiões da Síria.

O conflito na Síria, que começou em 2011, já matou 370.000 pessoas e provocou o deslocamento de milhões de sírios.

A guerra no país se tornou complexa com o passar dos anos, com o envolvimento de outros países e a entrada de grupos jihadistas no conflito.

Em março deste ano, o califado autoproclamado do EI foi derrotado na Síria graças às forças curdas, apoiadas por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Fonte: G1

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