Ataques na Somália atingem comboio italiano e base militar dos EUA

Os incidentes, separados, foram na base militar americana de Baledogle e na capital da Somália, Mogadíscio.

Foto: Foto: reprodução Estrago causado pela explosão em um comboio italiano na capital da Somália, Mogadíscio, nesta segunda-feira (30).
Estrago causado pela explosão em um comboio italiano na capital da Somália, Mogadíscio, nesta segunda-feira (30).

Dois ataques atingiram um comboio militar italiano e uma base militar dos Estados Unidos na Somália nesta segunda-feira (30). Os ataques, separados, ocorreram na capital do país, Mogadíscio, e na base aérea de Baledogle, cerca de 100km a oeste da capital. Não há relatos de feridos em nenhum dos dois incidentes, segundo a Reuters.

O ministério da Defesa italiano disse, em um comunicado, que um comboio militar do país havia sido atingido por uma explosão em Mogadíscio. Nenhum ferimento foi relatado, disseram as autoridades. Um jornalista da Reuters viu um veículo blindado seriamente danificado com um pequeno adesivo da bandeira italiana na capital somali.

Na base aérea americana em Baledogle, houve um ataque a bomba seguido de disparo de armas de fogo. A base de Baledogle é onde as forças especiais dos EUA treinam forças de segurança somalis e de onde muitas operações de drones são lançadas.

A polícia da Somália disse que dois carros-bomba atingiram a base, que, além das forças americanas e somalis, abriga tropas de manutenção da paz em Uganda.

"Dois carros-bomba da região de Middle Shabelle tentaram atacar o aeroporto de Baledogle, mas detonaram do lado de fora do portão do aeroporto", disse à Reuters o major da polícia Abdullahi Nur.

O grupo terrorista Al-Shabab, ligado à Al-Qaeda, assumiu a responsabilidade pelo ataque à base americana em um comunicado à imprensa.

"Depois de romper os perímetros da base fortemente fortificada, os mujahideen (guerreiros sagrados) invadiram o complexo militar, envolvendo os cruzados em um intenso tiroteio", disse o grupo.

O Al-Shabab tenta derrubar o fraco governo somali, que é apoiado pela ONU, e aplicar sua própria versão estrita da lei islâmica. A Somália vem sendo devastada pela guerra civil desde 1991, quando líderes milicianos derrubaram um ditador e depois se voltaram uns contra os outros.

Fonte: G1

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