Bolsonaro diz que não pretende comprar vacina chinesa

"Minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, disse Bolsonaro no Twitter

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Bolsonaro anunciou a medida em uma postagem no Twitter
Bolsonaro anunciou a medida em uma postagem no Twitter

Foi assinado na terça-feira (20), pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o protocolo de possível aquisição de 46 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac, da empresa Sinovac, desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan. No entanto, o anúncio da assinatura teve diversas repercussões após o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, dizer que não vai comprar a vacina. 

“Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, disse Bolsonaro no Twitter, como resposta “A VACINA CHINESA DE JOÃO DORIA” (letras maiúsculas usadas pelo presidente).

Em nota publicada nesta quarta-feira (21), pelo Ministério da Saúde, a pasta diz que houve um equívoco sobre a decisão ministro.

“Houve uma interpretação equivocada da fala do Ministro da Saúde. Em momento nenhum a vacina foi aprovada pela pasta, pois qualquer vacina depende de análise técnica e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)”.

Na nota, a pasta chega a comentar sobre o governo de São Paulo, deixando claro o não compromisso com o governador do estado, João Doria. 

“Não houve qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo ou seu governador, no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19.

Tratou-se de um protocolo de intenção entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, sem caráter vinculante, grande parceiro do MS na produção de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

Na nota, o Ministério chega ainda a dizer que não há intenção de comprar vacinas chinesas. 

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Doria

O governador João Doria chegou a comentar sobre o assunto no Twitter.

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