Bolsonaro vai se reunir com Bezerra para tratar da liderança no Senado

Líder do governo no Senado foi alvo de uma operação da Polícia Federal e é suspeito de receber propina durante o governo Dilma

Foto: Reprodução / Web O futuro encontro foi divulgado pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.
O futuro encontro foi divulgado pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

Nos próximos dias, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai se encontrar pessoalmente com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) para tratar sobre a articulação na Casa. O futuro encontro foi divulgado pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, na noite desta segunda-feira (30).

Depois que Bezerra foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, Bolsonaro avaliou que faltavam fatos concretos para trocar a liderança. A PF esteve no Congresso no dia 19 de setembro e mirou também o filho do senador, o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE).

“O nosso presidente tem acompanhado a situação, inclusive com conversas telefônicas, e me relatou que nos próximos dias receberá, pessoalmente, o senador Fernando Bezerra para conversas específicas relativas à liderança desempenhada junto ao Senado Federal”, disse Rêgo Barros.

O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, afirmou que Fernando Bezerra recebia propina equivalente a 2% sobre o valor de obras executadas pela empreiteira em Pernambuco durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A informação, que está em relato homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro, foi divulgada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (30/09/2019).

O indicativo é de que a nova informação ainda não atingiu a credibilidade do líder. “Com relação especialmente a esse caso, o presidente não há de comentar”, concluiu o porta-voz.

Investigação
A Polícia Federal apontou, na última quinta (19), que o senador e o filho receberam R$ 5,5 milhões em propina durante o governo Dilma. A quantia teria sido desviada de obras públicas, na época em que o senador era ministro da Integração Nacional.

Segundo a PF, os colaboradores narraram a participação do pagamento de vantagens indevidas ao senador, por determinação das empreiteiras OAS, Barbosa Mello, S.A. Paulista e Constremac Construções. O montante total dessas vantagens indevidas chegaria, segundo a polícia, a pelo menos R$ 5.538.000.

Fonte: Metrópoles

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