Canal turco não vai transmitir final de Conferência da NBA por causa de pivô opositor ao governo

Estrela do Blazers, Enes Kanter reclama de censura na Turquia em seus jogos: "Todo mundo ficou com medo do #DitadorErdogan"

Foto: Reprodução/web Enes Kanter em ação no Jogo 7 contra o Denver Nuggets
Enes Kanter em ação no Jogo 7 contra o Denver Nuggets

Pivô do Portland Trail Blazers, o jogador turco Enes Kanter é um dos destaques do seu time, mas os seus compatriotas não terão a chance de vê-lo brilhar na final da Conferência do Oeste da NBA. O canal detentor dos direitos da NBA na Turquia "S Sports" confirmou que não transmitirá o confronto entre os Blazers e os Warriors, atuais campeões da NBA. Isso porque o pivô é opositor ferrenho do atual presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e considerado um potencial terrorista pelo governo.

Nesta terça-feira (14), o atleta fez duras críticas nas redes sociais pela decisão de não transmitir. Os playoffs da NBA são televisionados na Turquia na íntegra desde os anos 1990, quando as transmissões tiveram início. A televisão turca ignorou os jogos de Kanter desde o último ano, quando ele foi indiciado pelos tribunais turcos. O atleta da NBA já afirmou até mesmo que Erdogan é o "Hitler desse século". Em 2016, o ditador anunciou o fechamento de 131 veículos de comunicação - sendo 45 jornais, 23 rádios e 16 TVs, segundo a agência estatal Anadolu - e ainda prendeu 47 jornalistas.

- Vergonhoso e patético. O canal que possui direitos de transmissão da NBA na Turquia (disse que): "Nós não transmitiremos as finais de Conferência do Oeste porque Enes Kanter joga; nós também não transmitiremos caso ele jogue a final da NBA". Todo mundo ficou com medo do #DitadorErdogan e as pessoas não podem nem apreciar os jogos da NBA. DITADOR, Erdogan - escreveu o atleta no post.

Não é a primeira vez que o pivô acusa o governo turco de censura. Segundo o atleta, ele teria o nome proibido de ser citado no noticiário local. Também era vetado nas redes sociais pela conta oficial da NBA na Turquia. A situação levou a organização a mudar a empresa que gerenciava as contas.

Nos Estados Unidos por conta do basquete há uma década, o jogador é próximo do religioso Fethullah Gulen, que vive exilado na Pensilvânia, e é acusado pelas autoridades turcas de ser um dos mentores de tentativa de golpe há três anos.

Fonte: Sportv

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