Controle de tuberculose é tema de capacitação com equipes de saúde do município

Treinamento de atualização dos profissionais acontece nesta terça-feira, dia 5

Foto: Reprodução/Internet Controle de tuberculose é tema de capacitação com equipes de saúde do município
Controle de tuberculose é tema de capacitação com equipes de saúde do município

Com 251 casos de tuberculose registrados em 2018, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) viu a necessidade de reciclar os profissionais das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) quanto a suspeita, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos da doença em Teresina. O treinamento começou hoje (05), no auditório da Diretoria de Vigilância em Saúde da FMS.



A atualização se baseia no novo manual de orientações no controle da doença, elaborado pelo Ministério da Saúde em 2018. “O objetivo é reciclar e atualizar todas as equipes com informações, e também analisar os indicadores de controle da doença e assim rever principalmente esta parte operacional dos processos de trabalho da atenção básica”, explica Carlos Gilvan Nunes, chefe do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS.



A tuberculose é uma doença que requer atenção, pois seus números têm cresido no mundo todo. A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, cita trabalhos da literatura médica que já relacionam este fenômeno ao aquecimento global, que leva a um aumento de doenças infecciosas, já que as bactérias e vírus encontram a temperatura ideal para aumentar sua população. Somente em Teresina foram 251 casos registrados no ano passado, contra 232 em 2017. No ano passado, três óbitos pela doença foram registrados na capital; em 2017, foram sete.



O tratamento da tuberculose é longo, varia entre seis meses e dois anos e precisa ser continuado mesmo quando os sintomas da doença desaparecem. No entanto, uma média de 6,6% dos pacientes abandonam o tratamento antes do seu término por acharem que estão curados, o que pode abrir espaço a formas mais resistentes da bactéria causadora da doença. É neste ponto que entra o trabalho da equipe ESF, que deve monitorar todo o tratamento. “O paciente pelo menos três vezes por semana precisa tomar dose sob supervisão. Se não puder ir até a UBS, ele deve ser acompanhado pelo agente comunitário de saúde”, explica Carlos Gilvan Nunes. “Essa observação constante é importante para cumprir a etapa da supervisão e aumentar a possibilidade de cura”, afirma ele.



A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Cada paciente com tuberculose pulmonar que não se trata, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. Alguns fatores contribuem para a disseminação da doença, tais como a pobreza e má distribuição de renda, a AIDS, a desnutrição, as más condições sanitárias e a alta densidade populacional.


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