Diretor do Instituto Butantan assume coordenação de testes de coronavírus em SP

Dimas Tadeu Covas comandará plataforma criada pelo governo para realização dos testes. Ele disse que irá mudar procedimentos para ampliar capacidade e agilidade de diagnóstico.

Foto: Reprodução/ Internet Dimas Tadeu Covas é diretor do Instituto Butantan.
Dimas Tadeu Covas é diretor do Instituto Butantan.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, assumiu a coordenação dos testes de coronavírus no estado de São Paulo.

Segundo publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira (2), Tadeu Covas será o responsável pela Plataforma de Laboratórios incumbidos de diagnóstico do novo coronavírus.

"Fica instituído no Estado de São Paulo, no âmbito da Secretaria do Estado de Saúde, sob coordenação do Instituto Butantan, a Plataforma de Laboratórios incumbidos de diagnóstico do novo coronavírus", diz a publicação.

Pelo texto, caberá à plataforma realizar o diagnóstico do novo coronavírus, além de proceder avaliações técnicas para aquisição de insumos e definir protocolos de trabalhos. Com medida, o Instituto Adolfo Lutz passa a ser subordinado a Dimas Covas.

Em entrevista à Globo News na manhã desta quinta, o diretor disse que a medida serve para dar agilidade aos trabalhos.

"Isso significa que nós vamos mudar muitos esses procedimentos, vamos agilizar todos eles e vamos dar uma dinâmica diferente à questão dos testes laboratoriais. Agora, como coordenador eu vou, imediatamente, fazer as versões para que todos os laboratórios que tenham pedidos de habilitação sejam habilitados", explicou.

O coordenador afirmou que também ativar a rede da USP, que tem capacidade para realizar 45 mil exames por mês, e ampliar o turno das atividades.

"Vamos ativar os Lutz [laboratórios] regionais, que devem passar a fazer exames amanhã, no máximo até segunda-feira e vamos também tentar implementar um segundo turno de atividades. Com isso podemos ter aí rapidamente as 12 mil amostras".

De acordo com Covas Tadeu, o governo paulista negocia a importação de mais de 1 milhão de testes para ampliar a capacidade de diagnóstico.

"O estado de São Paulo vai importar um 1,3 milhão de testes. Neste momento nós estamos em negociação direta com o governo da Coreia. Esperamos que estes testes cheguem aqui ainda na primeira quinzena de abril", afirmou.

Força-tarefa

A secretaria estadual de Saúde disse que fará uma força-tarefa para resolver, ainda nesta quinta-feira (2), o problema do acumulado de óbitos que aguardam resultado de exame de coronavírus no estado.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (1°), o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse que o estado tem 201 óbitos para confirmar se a causa da morte foi coronavírus.

De acordo com o secretário, já é esperado o resultado positivo para Covid-19 em parte desses exames. O número de exames de óbitos que ainda aguardam confirmação é superior ao número de mortos já confirmados no estado pela doença, 164.

"Uma parcela desses 201 óbitos acumulados vai dar positivo. São pessoas que estavam com Covid-19 e que não foram confirmados na época do óbito, vai ser agora", afirmou o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann.

Germann disse que os 201 óbitos fazem parte dos 16 mil exames retidos e aguardando resultado no instituto Adolfo Lutz, que faz a confirmação do diagnóstico.

"O número de exames hoje que estão represados são de 16 mil exames. Desses, 201 são óbitos que já ocorreram", afirmou Germann.

"O laboratório central do Adolfo Lutz tem uma capacidade de 1200 exames por dia. Nas duas últimas semanas, tivemos um problema com insumos e agora foi automatizado para dar vazão e melhorar o processo. Esses exames serão processados no dia de hoje e manhã estarão determinados em uma força-tarefa com as unidades do interior do estado", explicou o secretário.

Segundo ele, "de hoje a segunda (6)", os exames serão acelerados com a aquisição de novos insumos.

"Nós conseguimos os insumos necessários importando 20 mil kits de processamento de exames dos EUA e mais 40 que chegarão ao cabo dos próximos 10 dias. Isso dá ao Lutz e aos seus laboratórios regionais, como o Instituto Butantan, uma condição melhor de matéria-prima", disse Germann.

Fonte: G1 SP.

Deixe seu comentário