Discreto em vitória, Daniel Alves mostra liderança e espírito de grupo no São Paulo

Camisa 10 do Tricolor não repetiu a boa atuação da estreia, mas se sobressaiu com instruções e conselhos aos companheiros de elenco

Foto: Reprodução \ Web Daniel Alves teve participação solidária no São Paulo
Daniel Alves teve participação solidária no São Paulo

Daniel Alves não repetiu a mesma atuação de sua estreia na vitória do São Paulo da última quarta-feira, sobre o Athletico-PR, pelo Brasileirão. Mas o camisa 10 ajudou a equipe com uma de suas principais características: a liderança.

O jogador de 36 anos comandou o time dentro de campo. Com muitas instruções durante os 90 minutos (mais acréscimos) e algumas broncas, teve papel fundamental no resultado.

Os conselhos aos companheiros aconteceram, principalmente, na parte defensiva. No segundo tempo, o São Paulo ficou acuado e recebeu uma forte pressão do Athletico. Cuca, então, tirou o meia-atacante Vitor Bueno e promoveu a entrada do volante Willian Farias.

O técnico conversou com o jogador antes dele entrar em campo, mas no decorrer do jogo, Daniel Alves percebeu um problema no sistema de marcação e aproveitou uma pausa no jogo para chamar os volantes Tchê Tchê e Willian Farias para uma conversa cheia de gestos e indicações 

Os conselhos de Dani Alves serviram até mesmo para o gol. O meia não participou ativamente do lance que originou o gol de Vitor Bueno, mas foi dele a dica para a jogada sair da forma como aconteceu. Igor Vinicius explicou após o jogo como foi a conversa dele com o camisa 10:

– Ele (Dani Alves) falou para mim que eu sou um jogador que recuo rápido. Aí ele falou: "fica ali na frente dele (Rony), procura ficar na frente dele, espera ele tomar a decisão". Foi o que eu fiz: esperei ele dar o tapa, consegui roubar a bola e dar sequência na jogada – disse o lateral-direito.

– Ele conversa comigo sobre marcação, posicionamento, umas coisas... Tem que ouvir, né, um cara que viveu tudo que viveu no futebol, ganhou títulos, jogou com craques de nível altíssimo. Então tem que procurar ouvir e sempre aprender – completou Igor Vinicius.

Espírito de grupo

O São Paulo começou o jogo contra o Athletico em um sistema 4-3-3, com Vitor Bueno aberto pela ponta esquerda e Liziero fazendo a função de volante. Mas no decorrer do primeiro tempo, Cuca percebeu que as investidas do Athletico estavam perigosas pelo lado esquerdo e colocou Liziero naquele setor. Vitor Bueno, então, virou um segundo atacante ao lado de Raniel.

A mudança fez com que Daniel Alves se tornasse uma espécie de volante, ao lado de Tchê Tchê. O camisa 10 teve de se sacrificar na alteração proposta pelo treinador e pouco criou no ataque. Na rara chance que teve, colocou Reinaldo na cara do gol.

No segundo tempo, as alterações de Cuca fizeram o São Paulo ter em campo seis jogadores de defesa (Juanfran, Arboleda, Anderson Martins, Léo, Reinaldo e Igor Vinicius). Dani Alves, então, foi colocado mais avançado para conter a saída de bola do adversário.

– Com relação a jogar mais adiantado, eu acredito que eu estava mais inteiro para poder pressionar, para que eles não colocassem a bola na nossa área com muita comodidade, e acredito que esse é o espírito. Independente da posição que a gente jogue a gente tem que lutar, batalhar e a gente tem que saber sofrer no momento oportuno para lograr o objetivo. Creio que a equipe está criando uma maturidade importante nesse aspecto – disse Daniel Alves após a vitória.

A atuação do jogador foi discreta, mas rendeu elogios do técnico Cuca:

– Hoje aguentou até o final. Eu diria que é um jogador extraordinário, fora de série, muito inteligente, se posiciona bem e tem um toque refinado – afirmou.

No próximo domingo, às 16h, em São Januário, contra o Vasco, Daniel Alves deve estar mais uma vez em campo para ajudar mais uma vez o São Paulo nesta arrancada no Brasileirão. O Tricolor já acumula cinco vitórias seguidas e tem nove jogos de invencibilidade.

Fonte: Globo Esporte

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