Durante inspeção, MP encontra leito de hospital da PM sem funcionar

A Promotoria de Justiça informou que irá acompanhar de perto e cobrar as providência devidas para sanar os problemas dos setores

Foto: Reprodução \ Web Hospital da Polícia Militar do Piauí
Hospital da Polícia Militar do Piauí

Falta de profissionais especializados, equipamentos e leito sem funcionar, foram algumas das irregularidades encontradas durante uma inspeção realizada no Hospital Dirceu Arcoverde da Policia Militar do Piauí (HPMPI). A fiscalização foi feita por membros do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), na manhã desta sexta-feira(14).

A inspeção tinha o objetivo de conhecer a estrutura física, além de verificar o funcionamento da gestão mista entre Saúde e Segurança e verificar as dificuldades existentes. Segundo o MP, no momento foram detectadas adequações físicas, de estoque alimentar e medicamentoso, mas dois setores não estão em funcionamento.

Um deles é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que passou por obras, mas não foi finalizada e estão há três suspensas por falta de equipamentos e recursos humanos. Ainda segundo o Ministério Público, o Serviço de Referência Odontológica à Pessoa com Deficiência Intelectual e Autismo, suspendeu procedimentos por falta de insumos e pagamento de profissionais especializados.

Também há redução do número de terceirizados, prejudicando a execução das atividades, além do atraso do pagamento de salários de profissionais com contrato precário.

Apesar das irregularidades encontradas, presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (COREN-PI), Tatiana Melo, elogiou as melhorias constatadas na unidade.

"Percebemos que o HPMPI já dá uma boa resposta para a sociedade e pode dar ainda mais, resolvendo problemas envolvendo recursos", afirmou Tatiana Melo.

A Promotoria de Justiça informou que irá acompanhar de perto e cobrar as providência devidas para sanar os problemas dos setores, de forma a ampliar o número de cirurgias, especialmente as ortopédicas, já que, atualmente, não são realizadas em porte mais complexo por falta de leitos de UTI.

Fonte: *Com informações da MPPI

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