É ouro! Altobeli da Silva brilha e leva o título dos 3.000m com obstáculos em Lima

Prata nos 5.000m, paulista vai ao lugar mais alto do pódio com o tempo de 8m30s73, sua melhor marca no ano. Augusto Dutra é prata e Thiago Braz fica em quarto na final do salto com vara

Foto: reprodução/internet É ouro! Altobeli da Silva brilha e leva o título dos 3.000m com obstáculos em Lima
É ouro! Altobeli da Silva brilha e leva o título dos 3.000m com obstáculos em Lima

Os Jogos Pan-Americanos de Lima ficarão marcados na vida do paulista Altobeli da Silva. Quatro dias após levar a prata nos 5.000m, o atleta natural de Catanduva conquistou o ouro dos 3.000m com obstáculos, escrevendo de vez o seu nome na história da competição. Altobeli venceu a prova com o tempo de 8:30.73, sua melhor marca na temporada. O Brasil conquistou outras duas medalhas no atletismo neste domingo. No salto com vara, Augusto Dutra levou a prata. Já Eduardo de Deus faturou o bronze nos 110m com obstáculos.

A prata dos 3.000m com obstáculos ficou com o colombiano Carlos Andres Sanmartin, com 8m32s24, seguido pelo peruano Mario Alfonso Argandoña, com 8m32s34. Ao passar pela zona mista, Altobeli falou sobre a emoção de subir no lugar mais alto do pódio.

- O ouro é melhor. É um sabor diferente. É uma emoção diferente, contagiante. A galera gritando, parecia que eu era peruano. Puxei a prova praticamente 90% do tempo, estava confiante, estava engasgado depois da prata nos 5.000m. Estava faltando esse ouro - destacou.

Augusto Dutra vai ao pódio

No salto com vara, Augusto Dutra ficou com a prata com 5,71m de marca. O ouro foi para o americano Christopher Nilson, que saltou 5,76m. Completou o pódio o também americano Clayton Fritsch, com 5,61m. Campeão olímpico no Rio, em 2016, Thiago Braz terminou em quarto, com 5,51m, mesma marca do argentino German Pablo Chiaraviglio, que ficou em quinto por ter feito mais saltos que o brasileiro.

Tanto Thiago Braz como Augusto Dutra entraram na disputa com o sarrafo a 5,51m. Os dois falharam em suas primeiras tentativas, enquanto os americanos Christopher Nilsen e Clayton Fritsch passaram de primeira. Em seu segundo salto, Thiago superou os 5,51m, seguindo adiante na competição. Augusto, por sua vez, pediu 5,61m, passando na terceira tentativa.

Naquele momento da prova, a liderança pertencia ao americano Christopher Nilson, que saltou 5,61m logo na primeira tentativa. Thiago Braz manteve o sarrafo a 5,61m no intuito de manter-se na disputa pelo pódio. Só que o campeão olímpico falhou nas três tentativas, despedindo-se da final na quarta colocação, já que o americano Clayton Fritsch passou dos 5,61m.

Mostrando-se cada vez mais confortável na liderança, Nilsen pediu 5,76m e passou no terceiro salto. Clayton Fritsch, por sua vez, queimou os três saltos para 5,71m, despedindo-se com o bronze e deixando a decisão do ouro com Augusto Dutra e Chris Nilson. Mirando o ouro, Augusto fez uma pedida de 5,81m, mas falhou nas três. Nilsen também falhou com a mesma altura, mas acabou ficando com o título, já que tinha 5,76m de marca contra 5,71m do brasileiro.

Eduardo de Deus é bronze, e Constantino falha

Favorito ao ouro nos 110m com barreira dos Jogos Pan-Americanos, Gabriel Constantino teve um sábado para esquecer. Dono da melhor marca da temporada - 13s18 - dentre os oito finalistas da prova, o carioca tropeçou num dos obstáculos, caiu no chão e abandonou a decisão, terminando em último. Menos mal que o também brasileiro Eduardo de Deus ficou com o bronze, com o tempo de 13s48.

O ouro foi conquistado por Shane Brathwaite, de Barbados, em 13s31. A prata acabou com o americano Freddie Crittenden, que cruzou a linha de chegada em 13s32. Tanto Gabriel Constantino como Eduardo de Deus possuem índice para o Mundial de Atletismo de Doha, no fim de setembro.

- Na hora é focar em você mesmo, sem olhar para o lado. Vi que o Constantino bateu na barreira. Mas fechei o olho e me joguei na chegada. Alegria imensa ser bronze. Mas a gente esperava estar junto no pódio - disse Eduardo.

Mariana Marcelino fica em 4º no martelo

Na primeira prova deste sábado, o lançamento do martelo feminino, Mariana Marcelino ficou próxima da medalha, mas terminou na quarta colocação, com 66,15m de marca. O ouro foi para a americana Gwendolyn Berry, com 74,62m, marca um pouco superior à da compatriota Brooke Anderson, prata com 71,07m. Completou o pódio a venezuelana Rosa Rodriguez, bronze com 69,48m.

- Estou feliz. Nunca uma brasileira foi tão bem em um Pan na minha prova (lançamento do martelo). Eu queria uma marca melhor. Queria bater o recorde brasileiro, mas vou continuar trabalhando para buscar algo maior no próximo Pan. O Brasil não tem muita tradição na minha prova, mas estamos plantando uma semente - comentou Mariana.

Assim como lançamento do martelo, o Brasil também bateu na trave nos 3.000m com obstáculos feminino. Com o tempo de 9m56s19, Tatiane da Silva terminou em quarto, quatro posições à frente da também brasileira Simone Ferraz, que fez o trecho em 10m11s04. O ouro foi para a canadense Geneviève Lalonde (9m41s45), a prata para a americana Marisa Howard (9m43s78) e o bronze para a argentina Belen Casetta (9m44s46).

No salto triplo masculino, Almir dos Santos Júnior lutou bastante, mas terminou a prova fora do pódio. Com 16,70m de marca, o brasileiro ficou em quarto, atrás do americano Omar Craddock, ouro com 17,42m; do cubano Jordan Díaz, prata com 17,38m; e do também cubano Andy Hernández, bronze com 16,83m. Outro brasileiro na prova, Alexsandro Melo terminou em oitavo, com 16,23m. Conhecido como "Bolt Brasileiro", ele deixou a competição com uma lesão no tornozelo direito.

O Pan de Lima

O Pan de Lima reúne cerca de 6.580 atletas de 41 países das Américas. Dos 39 esportes, 22 valem como classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No total, o Brasil terá 485 atletas em ação na capital do Peru. 

Fonte: Globo esporte

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