Em tom de despedida, Zanetti se prepara para o Mundial pré-olímpico: "Pode ser meu último"

Experiente e vitorioso, ginasta de 29 anos pode se aposentar depois de Tóquio 2020

Foto: Reprodução \ Web Zanetti
Zanetti

Em preparação para o Mundial de Stuttgart, na Alemanha, os atletas da seleção brasileira de ginástica artística estão esta semana no Rio de Janeiro, no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Ginástica, realizando os últimos treinos de ajuste e aguardando a lista final com a convocação dos seis ginastas que representarão o Brasil no campeonato, que é classificatório para Tóquio 2020 - as nove melhores equipes (no feminino e no masculino) se credenciam para as próximas Olimpíadas. Referência no grupo, Arthur Zanetti se prepara em tom de despedida, já que este pode ser seu último Mundial da carreira.

- Vai depender muito do resultado das Olimpíadas. Se eu estiver nas Olimpíadas, se vai ter patrocínio ou não. Depende de muita coisa. Só mesmo depois de 2020 eu vou conseguir bater o martelo, se eu continuo ou não. Vai depender muito dos resultados, da estrutura, mas vamos dizer que pode ser sim meu último Mundial - comentou o ginasta duas vezes medalhista olímpico.

Especialista nas argolas, Zanetti embarcará para a Alemanha focado no objetivo coletivo, que é conseguir uma vaga por equipes nos Jogos Olímpicos.

- Caso venha algum resultado individual, isso é segundo plano. Vamos fazer o mesmo planejamento do Mundial 2015 (Glasgow), quando eu fiquei fora da final por argolas. É chato ficar fora da final, mas a gente alcançou o objetivo principal que era levar a equipe completa para a olimpíada. Esse ano vai ser a mesma coisa - disse e acrescentou:

"Mundial dos sonhos é conseguir medalha em todos os aparelhos que eu faço. Eu sei que isso é impossível. Mas já tendo a classificação olímpica e eu tendo resultado individual nas argolas, para mim já vai ser perfeito".

Caso suba ao pódio em Stuttgart, Arthur chegará a cinco medalhas em Mundiais nas argolas. Ele já tem outras quatro no currículo: ouro na Atuérpia (2013) e bronze em Tóquio (2011), Nanning (2014) e Doha (2018). Agora na disputa por equipes, o prêmio seria mesmo a classificação olímpica. Medalha seria já uma questão de feito histórico.

- É possível, mas é difícil. A gente vai ter que fazer uma boa competição. Eu posso dizer que bem próximo do que a gente fez ou até melhor do que no Pan (Brasil foi campeão por equipes no masculino). Fizemos uma competição excelente. E ainda deu um tempo para a gente melhorar uns detalhes técnicos. A gente tem que competir bem porque é o grande objetivo, acho que o sonho de todo mundo é levar uma equipe completa novamente para a Olimpíada - projetou.

E aliás, as expectativas para que o Brasil consiga o tão sonhado objetivo - não só no masculino, mas também no masculino - são muito boas e realistas. Pegando como exemplo os resultados do último Mundial, disputado em 2018 (Doha), o Brasil garantiria a vaga nas duas equipes, já que terminou em sétimo lugar no feminino e no masculino.

Sem contar que os países medalhistas do último Mundial na prova por equipes já estão com a vaga garantida nos Jogos de Tóquio. Desta forma, no masculino, China, Rússia e Japão não estão mais na disputa pela classificação olímpica em Stuttgart. No feminino, Estados Unidos, Rússia e China já estão confirmados. Por isso, fica ainda mais confortável a disputa pelas nove vagas classificatórias que ainda estão em jogo.

Fonte: Globo Esporte

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