Empreendedorismo feminino no Brasil recua com a pandemia da Covid-19

Dados divulgados pelo Sebrae apontam que o percentual do crescimento de mulheres que empreendem teve uma queda no ano passado devido à pandemia da Covid-19 — chegando a 33,6%.
  • Kryssyno Oliveira
    Kryssyno Oliveira Teresina - PI
5 de Março de 2021 às 14:14

Foto: Reprodução/Folha de S.P/Marlene Bergamo/Folhapress Mulheres se mostram mais produtivas que os homens mesmo tendo que realizar tarefas domésticas.
Mulheres se mostram mais produtivas que os homens mesmo tendo que realizar tarefas domésticas.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgou nesta sexta-feira (05), uma pesquisa acerca do empreendedorismo feminino no Brasil em 2020. 

Os dados divulgados apontam que o percentual do crescimento de mulheres que empreendem teve uma queda no ano passado devido à pandemia da Covid-19 — chegando a 33,6% dos cerca de 25,6 milhões de pessoas que têm um negócio no país.

Piauí

O estado piauiense ocupa a terceira posição na região Nordeste. Atualmente, cerca de 140 mil empresas do estado são comandadas por mulheres, o que corresponde a 36% dos negócios do Piauí.

A média do estado é de 34%, maior que a média nacional. O Piauí está equiparado ao Maranhão em número de mulheres donas de negócios, perdendo apenas para Sergipe (39%) e Ceará (36%).

“Os números mostram que o empreendedorismo feminino é bastante forte no Piauí. As mulheres estão avançando cada vez mais no mundo empresarial, ocupando cargos de liderança nos negócios. E nós, enquanto Sebrae, continuaremos firmes na missão de disseminar o empreendedorismo como alternativa de renda e realização pessoal e profissional, incentivando que mais mulheres invistam em pequenos negócios, que mais tarde podem se tornar grandes empresas”, declara o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.

De acordo com a sondagem, 56% das mulheres empreendedoras piauienses têm até 44 anos, 42% delas são chefes de família, 45% estão à frente de empresas com menos de dois anos de atividade, e a maioria atua nos setores de comércio (38%) e serviços (31%).

Levantamento

O levantamento feito pelo Sebrae Nacional, tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) que mostra o perfil das empreendedoras até o terceiro bimestre de 2020.

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as mulheres sempre dedicam mais horas semanais aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas que os homens, tanto que a média de horas aumentou de 9,9 para 10,4 horas, entre 2016 e 2019. No Nordeste esse percentual é ainda maior, chegando a 21 horas por semana.

Com a pandemia da Covid-19, em 2020, mesmo com as mulheres se dedicando mais às tarefas domésticas, elas se mostraram mais inovadoras que os homens — 46% das mulheres passaram a comercializar novos produtos/serviços contra 41% dos homens, de acordo com 9ª edição da Pesquisa de Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios – realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas,(FGV). 

Além disso, as mulheres também se mostraram mais tecnológicas do que os homens: 76% delas fazem uso das redes sociais, aplicativos ou internet na venda de seus produtos/serviços, enquanto apenas 67% dos homens utilizam esses canais.

Fonte: Com informações do Sebrae

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