Especialista aponta empecilhos para o desenvolvimento industrial do Piauí

No Brasil, o surto da Covid-19 provocou grandes impactos negativos sobre os negócios afetando cerca de 70% das indústrias do país

Foto: Reprodução/ Ascom Economista do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), Márcio Braz
Economista do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), Márcio Braz

Os índices de desenvolvimento econômico neste período de pandemia, tem sido um dos principais fatores discutidos por especialistas. No Brasil, o surto da Covid-19 provocou grandes impactos negativos sobre os negócios afetando cerca de 70% das indústrias do país, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Piauí, os efeitos gerados às industrias nos últimos cinco meses são significativos e o Estado possui alguns empecilhos para o desenvolvimento do setor. Para o economista do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), Márcio Braz, é necessário, urgentemente, que o crescimento econômico seja considerado como prioridade.

“Alguns pontos impedem atualmente o crescimento efetivo da indústria, como a inexistência de polos empresariais modernos, a infraestrutura inadequada para o escoamento da produção, a qualidade ainda insatisfatória da energia elétrica, a dificuldade de acesso ao crédito por parte dos pequenos empresários e a concentração espacial da produção são problemas que precisam ser superados a curto prazo”, informa.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo portal da indústria, o perfil do setor no Piauí possui Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 4,9 bilhões, equivalente a apenas 0,4% da indústria nacional. Emprega entorno de 51 mil trabalhadores e é o sétimo menor PIB do Brasil, com R$ 40,5 bilhões. Os números apresentam que o segmento representa 12,1% de participação no valor total de bens e serviços da região piauiense.

A pesquisa do IBGE revela ainda que em relação à produção, 63% das companhias tiveram dificuldade de fabricar produtos ou atender clientes, 29,9% relataram não ter havido alteração significativa e 6,9% informaram que tiveram facilidade, mas a maior parte das empresas teve dificuldades para realizar pagamentos de rotina. Márcio Braz faz algumas recomendações para adoção de práticas no enfrentamento de crise e, consequentemente, o impulsionamento da economia.

“O processo de tomada de decisões no âmbito do poder público precisa se fundamentar em critérios de racionalidade econômica, observando sempre que, em última instância, o modelo econômico a ser definido seja socialmente justo, já que não existe sustentabilidade econômica, sem sustentabilidade social. Precisamos definir claramente uma política de desenvolvimento econômico com instrumentos de intervenção claros e acessíveis, partindo da nossa realidade atual e tendo em vista a sociedade que queremos construir”, sugere o economista do Centro das Indústrias.

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