Estudantes são prejudicados por falta de professores na Uespi

Segundo sindicato, professores aprovados em concurso não foram nomeados

Foto: Reprodução \ Web Confira
Confira

Ao menos 20 mil estudantes estão sendo prejudicados por falta de professores na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em quase 600 disciplinas. A denúncia foi feita pelo sindicato dos docentes da instituição, que aponta descumprimento do governo piauiense em relação a decisão judicial, onde determina nomeação de professores.

“Eram, ao todo, 26 professores classificados. Parte deles já foram nomeados, mas a postura do governo em negar a totalidade das nomeações e descumprir sistematicamente acordos e decisões judiciais relacionadas à UESPI demonstra claramente o desrespeito e desprezo com nossa Universidade, que a principal instituição de ensino deste estado”, afirma o professor Antônio Dias, coordenador de comunicação da ADCESP.

De acordo com a denúncia, a decisão foi proferida ainda no mês de outubro de 2019, logo após o último concurso público para o quadro efetivo da instituição que determina ao Governo do Estado o prazo de 15 dias para a nomeação. Entretanto, passados mais de um mês desde o fim do prazo, o governo ainda não apresentou uma justificativa ou data para a nomeação das professoras.

Com isso, professores estão indignados com a postura do governo.

“Há mais de um mês o governo está descumprindo uma decisão judicial e a SEGOV diz apenas que está aguardando um relatório de impacto financeiro da SEAD, está por outro lado não tem nenhuma informação sobre esse pedido. O Governo protela nossa nomeação, enquanto a UESPI está nesse sucateamento, principalmente com relação a necessidade do corpo docente”, afirma uma das professoras. 

A Coordenação Estadual da ADCESP lembra que a nomeação dos classificados no último concurso para professores efetivos é uma das pautas de reivindicação da greve de 2019, que culminou com um acordo judicial, onde o governo se comprometeu em efetivar essas nomeações.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do governo mas até o momento não obteve resposta.

Fonte: *Com informações da ADCESP

Deixe seu comentário