Exército e Bombeiros combatem queimadas em Mirador, no Maranhão

Município registrou um grande número de queimadas em 2019.

Foto: Reprodução \ Internet Parque estadual do Mirador tem sofrido com queimadas em 2019
Parque estadual do Mirador tem sofrido com queimadas em 2019

Uma força-tarefa entre o Exército e o Corpo de Bombeiros começou nesta sexta-feira (30) o combate a queimadas em Mirador, na região sul do Maranhão, e que faz parte da Amazônia Legal. A Polícia Ambiental do Maranhão também atua para fiscalizar e prender suspeitos de atearem fogo perto da mata. Chamada Operação Verde Brasil, a ação também já foi iniciada em Rondônia e no Pará.

"Estamos aptos a estar cooperando junto com as agências no combate a incêndios, mediante a autorização do nosso governador", disse o tenente Hugo Nunes.

A operação acontece após um decreto presidencial de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que prevê o uso das Forças Armadas em ações contra queimadas e desmatamentos ilegais em estados que fazem parte da Amazônia Legal.

Queimadas em Mirador

O parque estadual do Mirador possui uma área de quase 700 hectares protegida desde 1980 é um dos locais mais atingidos pelos incêndios florestais no país. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o município já chegou a registrar 61 focos de queimadas em um só dia. Na última semana, esse número chegou a 85.

Apesar de ser uma área de preservação, muitas famílias já moravam na região antes da criação da reserva. Com isso, moradores ateiam fogo nos terrenos para limpar a área. Nessa época do ano, com a vegetação seca, o risco é grande de um incêndio pequeno se espalhar rapidamente pela mata.

Com o objetivo de proteção ao meio ambiente, o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto suspendendo a permissão do emprego do fogo por um período de 60 dias. Porém, na região de Mirador, muitos moradores alegam que ainda não sabiam.

Incêndios em aldeias

Na última semana, o Corpo de Bombeiros encontrou focos de incêndio na reserva indígena Arariboia, na região sudoeste do Maranhão, onde vivem 12 mil indígenas, segundo a Fundação Nacional do Índio.

Para combater os incêndios, índios de aldeias próximas ao município de Grajaú foram treinados para ajudar no combate às chamas.

Fonte: G1

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