Famílias brasileiras poderão convidar refugiados para o Natal

A chegada do fim de ano costuma causar muitas reflexões. Mesmo quem não celebra o Natal geralmente dá uma pausa nas atividades cotidianas e busca um jeitinho de se reunir com amigos ou familiares

Foto: Reprodução/Internet Famílias brasileiras poderão convidar refugiados para ceia de Natal (Reprodução/Yahoo)
Famílias brasileiras poderão convidar refugiados para ceia de Natal (Reprodução/Yahoo)

A chegada do fim de ano costuma causar muitas reflexões. Mesmo quem não celebra o Natal geralmente dá uma pausa nas atividades cotidianas e busca um jeitinho de se reunir com amigos ou familiares. Imagine, agora, a nostalgia e sensação de abandono daqueles que tiveram de deixar seus países para recomeçar a vida em um local com língua e tradições totalmente diferentes.

Foi pensando nisso que a plataforma Migraflix criou o projeto “Meu Amigo Refugiado”, um site que conta a história de expatriados e permite que famílias brasileiras os convidem para celebrar o Natal juntos. Atualmente, o Brasil tem de mais de oito mil refugiados reconhecidos e outros 28 mil que ainda estão aguardando reconhecimento.

“O projeto procura empoderar econômica e socialmente os refugiados que moram no Brasil, e a gente achou que a data do Natal era uma grande oportunidade para trabalhar nessa integração. A ideia é aproveitar o espírito de união do Natal como um pontapé inicial para estimular cada vez mais encontros como esses. Os encontros vão continuar ao longo do ano que vem uma vez por mês”, explica Jonatan Berezovsky, fundador do Migraflix e idealizador do projeto.

“A ideia de mostrar quem são essas pessoas é gerar empatia. Quando um brasileiro conhece a história de um refugiado de perto, percebe que o refugiado é uma pessoa igual a ele, que tem uma profissão, uma família e muitos talentos. E é isso que quebra o preconceito e abre muitas portas para eles”, completa Berezovsky.

Para promover ainda mais a troca de culturas e experiências, cada refugiado deve levar um prato típico do seu país para a ceia. “Eu preciso sempre explicar mais sobre muçulmanos, sobre o Islã. Eu não sou como o Estado Islâmico, eu sou diferente, somos diferentes”, desabafa Muna Darweesh, que fugiu de Damasco, na Síria, junto com o marido e quatro filhos, e atualmente mora em São Paulo.

“Quando você faz uma comida do seu país para alguém, é toda a sua cultura, sua vida e seu amor que você está oferecendo através dela”, emociona-se Muna. A família dela é uma das que aguardam convites de brasileiros para celebrar o Natal.

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