Fisioterapia pélvica é aliada na prevenção e tratamento da incontinência urinária

O público feminino sofre mais os efeitos da incontinência; mais de 70% das mulheres apresentam sintomas da doença.
8 de Setembro de 2021 às 10:53

Foto: Reprodução/ Ascom Fisioterapia pélvica é aliada na prevenção e tratamento da incontinência urinária.
Fisioterapia pélvica é aliada na prevenção e tratamento da incontinência urinária.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) contabiliza que a incontinência urinária aflige mais de 70% das mulheres mundialmente, sendo 20% delas adultas e 50% são mulheres idosas. De acordo com fisioterapeutas, é possível prevenir e tratar a incontinência por meio de procedimentos fisioterapêuticos, como o treinamento da musculatura do assoalho pélvico (TMAP). Para isso, um profissional especialista em fisioterapia pélvica ou saúde da mulher deve ser consultado.   

A doença é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode acontecer quando há esforços (ao tossir ou espirrar, por exemplo); em virtude de urgência, quando a vontade de urinar é súbita e não há tempo de chegar ao banheiro; e a mista, que compartilha as duas características. A fisioterapeuta especialista em saúde da mulher e professora da Faculdade UNINASSAU, campus Redenção, Nidiany Medeiros, explica que o problema não se restringe apenas à bexiga, mas toda a musculatura da pélvis que sustenta os órgãos da região.

“São comuns os casos em que mulheres não conseguem segurar a urina, ainda que tenham a consciência e queiram. Dentre as causas mais comuns para essa ocorrência estão a alteração hormonal e a perda da força muscular, seja por conta da menopausa, gravidez, parto e até mesmo a anatomia do órgão genital feminino, que predispõe o aparecimento do problema duas vezes mais que em homens”, explica Nidiany.   

A fisioterapeuta explica ainda que as técnicas para tratamento são realizadas com participação ativa do paciente, com alguns procedimentos adicionados de acordo com as individualidades dos pacientes.

“Algumas mulheres ainda não procuram tratamento, mesmo a fisioterapia sendo o tratamento de primeira linha na maioria dos casos. Pode ser por vergonha, falta de informação ou por achar que é normal perder um pouquinho de urina. Por isso, o tratamento deve acontecer tão logo se perceba e sempre com um profissional especializado”, finaliza a fisioterapeuta.   

Com o intuito de promoção do bem-estar social, a UNINASSAU Redenção, localizada em frente ao HUT, oferece atendimento fisioterapêutico por meio da Clínica-Escola de Saúde. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, em horário comercial, e os interessados devem agendar a consulta pelo número (86) 3194-1819.

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