Fora da decisão, D'Ale vira ajudante de Odair, mas sente derrota com resignação no fim

Fora de jogo no Beira-Rio por lesão, camisa 10 vê do banco de reservas a vitória do Athletico

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Fora da decisão, D'Ale vira ajudante de Odair, mas sente derrota com resignação no fim

D'Alessandro rói as unhas. Depois, coloca as mãos na cintura e fica cabisbaixo. Os gestos finais são a dor sentida pela perda de mais uma Copa do Brasil. Ausente na derrota por 2 a 1 para o Athletico na noite da última quarta-feira, no Beira-Rio, o camisa 10 ficou somente no banco de reservas, mas participou ativamente da forma que conseguiu.

Entre os suplentes, buscou inflamar as 50 mil pessoas que foram ao estádio para empurrar o time rumo ao título, bem como tentou ajudar aos gritos e incentivos os parceiros. Sem deixar de esbravejar contra Wilton Pereira Sampaio e a equipe de arbitragem.

O problema muscular na coxa direita apresentado no trabalho do último domingo culminou com o mistério para o jogo derradeiro da Copa do Brasil. O Colorado evitou dar pistas, mas, no momento da escalação, veio a confirmação: D'Ale está fora de ação por tempo indeterminado.

Mesmo sem condições de entrar em campo, Odair Hellmann decidiu mantê-lo no banco de reservas. Quando o time foi para o aquecimento, o gringo entrou no gramado ao lado do treinador.

Após uma breve conversa com o chefe, caminhou e começou seu outro trabalho: o de estimular os fãs. De tênis, D'Alessandro olhava para as arquibancadas, mexia os braços e pedia o apoio dos colorados. Voltou ao vestiário ovacionado.

Mais um auxiliar em campo

Já com a bola em jogo, D'Ale seguiu com o intuito de colaborar. A seu estilo, não titubeou em deixar o reservado e protestar contra marcações que julgava equivocadas. Após o gol de Léo Cittadini, assim como os parceiros, reclamou.

Quando Nico López deixou tudo igual no primeiro tempo, voltou a ser o regente. Entre abraços nos parceiros, pediu – assim como Danilo Fernandes – que a torcida fizesse pressão e cantasse mais forte para empurrar a equipe.

No intervalo, enquanto o restante dos reservas batia bola no gramado, rumou ao vestiário e manteve acesa a faceta solidária. Participou da conversa entre comissão técnica e jogadores para reverter o resultado parcial de 1 a 1.

Quando Odair promoveu a entrada de Nonato na vaga de Bruno, D'Ale virou auxiliar. Enquanto o colega recebia orientações, aproximou-se do camisa 33 para recolher o agasalho e retornou ao banco.

O tempo passou, o Inter não teve forças de fazer o segundo gol e começou a ser pressionado. O combativo D'Alessandro mostrou um misto de resignação e tristeza. O meia sentia que mais uma perda nacional se aproximava. Ainda viu Rony balançar a rede nos instantes finais, como a pá de cal de uma noite na qual tudo deu errado.

Fonte: Globo Esporte

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