Governo da Noruega apoia retorno de mulher ligada ao Estado Islâmico, e ministra de Finanças pede demissão

Uma norueguesa que está presa na Síria por ter ligações com o Estado Islâmico quer voltar ao seu país de origem para que seu filho receba tratamento médico; governo aceitou o pedido, mas ministra das Finanças discordou e renunciou ao cargo.

Foto: Reprodução \ Web Siv Jensen, ex-ministra das Finanças da Noruega, durante entrevista coletiva em 19 de janeiro de 2020
Siv Jensen, ex-ministra das Finanças da Noruega, durante entrevista coletiva em 19 de janeiro de 2020

A ministra de Finanças da Noruega, Siv Jensen, e o seu partido progressista de direita vão renunciar aos seus cargos no governo depois que o país decidiu repatriar uma mulher que nasceu lá e é suspeita de ser afiliada ao Estado Islâmico.

Com essa renúncia, a primeira-ministra Erna Solberg perde a maioria parlamentar, o que pode dificultar o governo.

Ela deverá, no entanto, permanecer como líder de uma coalizão de minoria.

“Eu nos trouxe ao governo e, agora, estou tirando o partido”, disse Jensen, a ministra de Finanças, em uma entrevista coletiva.

Ela afirmou que pretende manter um diálogo próximo com a primeira-ministra no futuro.

Mulher ligada ao Estado Islâmico quer tratamento para o filho

A saída dela se deu pela decisão, anunciada na semana passada, que uma norueguesa e seus dois filhos vão receber apoio para voltar ao país –eles estão hoje na Síria– para que uma das crianças receba atendimento médico.

A mulher saiu da Noruega em 2013, e foi presa ao voltar por suspeita de ser um membro do grupo militante islâmico que, por um momento, controlou um território no Iraque e na Síria.

O partido da ministra de Finanças concorda com o auxílio à criança, mas não o apoio para adultos que buscam voltar para a casa depois de pertencer a grupos islâmicos no estrangeiro.

As decisões sobre ajudar ou não mulheres ligadas ao Estado Islâmico causou controvérsia na Europa. Na Finlândia, o governo decidiu que vai analisar cada caso individualmente.

Não se sabe o nome da norueguesa. Ela nega as acusações, e prometeu cooperar com a polícia, de acordo com seus advogados.

Com a saída do partido progressista de direita, está vago o cargo de ministro de Óleo e Gás –a Noruega é o pais europeu com a maior indústria petroleira.

Fonte: G1

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