Governo diz que nitazoxanida é eficaz no combate à Covid-19

Segundo  o ministro do MCTI, Marcos Pontes, o medicamento não tem efeitos colaterais

Foto: Divulgação/MCTI O estudo foi apresentado no Palácio do Planalto
O estudo foi apresentado no Palácio do Planalto

O Governo Federal divulgou na segunda-feira (19), por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), um estudo clínico que comprova a eficácia do medicamento Nitazoxanida contra o novo coronavírus (Covid-19). No Brasil, o remédio é utilizado no país pelos nomes comerciais Azox e Annita. 

Segundo  o ministro do MCTI, Marcos Pontes, o medicamento não tem efeitos colaterais, além de ter um baixo custo. O ministro ainda reforçou que a nitazoxanida pode ser usada com segurança. “Temos agora uma ferramenta que o Ministério da Saúde pode utilizar para ajudar a salvar vidas”, disse Pontes.

Vários veículos de imprensa e cientistas questionaram a apresentação do estudo que envolve o medicamento, sendo que não foram divulgados dados concretos que confirmem a eficácia do medicamento.

Em uma postagem no Twitter, após apresentar o estudo, Pontes chegou a dizer que os dados só serão apresentados depois que for feita “a publicação do artigo científico internacional que necessita ser inédito”.

“Para os que hoje sentiram falta dos números e que gostam de matemática como eu, aguardem a publicação dos dados e cálculos que basearam a conclusão apresentada hoje”, diz o ministro. 

Estudo

O estudo apresentado contou com a participação de cerca de 1.575 voluntários, sendo  realizado no estado de São Paulo, em hospitais de São Caetano do Sul, Barueri, Guarulhos, Bauru e Sorocaba; em Minas Gerais, na cidade de Juiz de Fora; e no Distrito Federal, em Ceilândia.

Durante o processo, os voluntários precisavam apresentar sintomas iniciais de gripe, como febre, tosse e fadiga. Se testados positivo para à Covid-19, eles  começavam a receber os remédios para tomar em casa, e contavam ainda com acompanhamento da equipe médica durante dias e, depois, retornavam para fazer novos exames.

Fonte: com informações do MCTI

Deixe seu comentário