Grupo Franly reúne colaboradores em comemoração aos 43 anos da empresa

Durante o evento, o grupo comemorou a trajetória da empresa que se tornou sucesso e referência em todo Brasil

Foto: Reprodução \ Web Comemorações aos 43 anos do Grupo Franly
Comemorações aos 43 anos do Grupo Franly

O Grupo Franly reuniu colaboradores e convidados na noite deste último domingo (12), no espaço de eventos do Atlantic City, para comemorar os 43 anos de fundação da empresa. Em grande estilo, a festa recebeu uma decoração à "luz de velas" com direito a jantar especial a todos os convidados. A música ao vivo, embalou as pessoas que estavam presente nesta comemoração.

Para a gerente geral do grupo, Gracinha Velloso, o momento é de confraternização e gratidão em fazer parte dessa trajetória de sucesso.

“Tenho muita gratidão em fazer parte dessa história. Neste grupo, pude realizar várias conquistas, comprei minha casa, formei meus filhos, além de outras conquistas. O grupo representa meu patrimônio, porém, já são mais de 28 anos trabalhando neste local, a palavra que me define em tudo isso é gratidão total.

Cleyciane Lima, trabalha há mais de 16 anos no grupo e falou da importância do momento, depois de um ano de muito trabalho.

“Trabalhar no Grupo Franly sempre foi muito gratificante, aqui pude galgar diversas funções, na época comecei a trabalhar como recepcionista, já tenho 16 anos na empresa, aqui no grupo conseguir construir uma carreira de sucesso. É uma empresa que sempre dar a oportunidade para as pessoas que querem, sou muito grata ao Franly pela pessoa que sou, tanto na área empresarial quanto pessoal, acabamos se espelhando como exemplo.

Durante o evento, o presidente se pronunciou e contou um pouco da história dos 43 anos de sucesso do grupo, ao final do pronunciamento, foi realizado diversos sorteios com os convidados presentes na festa.

Ao final da confraternização, o Presidente Franly Lima comemorou seu aniversário ao lados de seus colaboradores e agradeceu a todos pela presença de suma importância para o Grupo.

“Gostaria de agradecer a todos que estão presentes nesta noite de comemorações do grupo, sou grato a cada um de vocês e faço questão em comemorar esse momento muito especial na minha vida que é meu aniversário ao lado de vocês, agradeço de coração e sou grato por tudo isso", disse Franly.

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Conheça mais sobre a trajetória de sucesso do Grupo Franly

PRIMEIROS PASSOS

“Brasileiro com muito orgulho” é como se considera o empresário Franly Lima, que nasceu no Ceará, em uma cidade chamada Hidrolândia, que fica localizada próxima a Ipu. Ele conta que é caçula de nove irmãos e decidiu seguir os passos de um deles quando veio morar no Piauí aos sete anos de idade.

“Eu com sete anos de idade já vendia pimenta-do-reino no mercado chamado Augusto Ferro. Quando passava os vendedores de picolés, todas as crianças queriam comprar e eu nunca gostei de pedir, então eu pegava litros e trocava por picolés. Eu sempre gostei de ter meu dinheiro, então fui trabalhando e estudando”, relata.

Ainda na época, Franly Lima e o irmão abriram o Laborapil, um laboratório que fabricava medicamentos. Já aos 14 anos de idade, ele decidiu vender seus remédios no Maranhão.

“Eu cheguei a dormir em postos de gasolinas, dentro do carro e foi aí que aprendi a fumar. No outro dia era sempre a mesma rotina, até que juntei um dinheiro e coloquei um comércio na zona norte. Depois vendi o comércio e comecei a viajar novamente. Nessas idas e vindas abri novamente no mesmo bairro um comércio, chamado Mercantil Franly, então logo depois, coloquei uma farmácia, aumentei o supermercado, fiz um prédio próprio, depois abrir um novo supermercado no bairro Nova Brasília, tudo ali na zona norte de Teresina”.

O PRECONCEITO AO MONTAR A REDE DE MOTÉIS

Aos 19 anos, Franly Lima já tinha dois supermercados, uma fábrica de condimentos, farmácia, mas ele ainda pensava em crescer seu patrimônio, foi quando teve a ideia de fazer uma vila de casas para alugar.

“Até que certo dia, um amigo meu tinha inaugurado um lugar chamado ‘Prainha’ em Teresina. Ele me convidou e quando cheguei lá, tomei umas duas cervejas e arranjei uma namorada. Nós fomos para um motel no bairro Lourival Parente. Quando eu fui pagar a conta, uma moça avisou que faltava pagar uma maçã” conta o empresário.

Franly explica que para sair do motel, teve que rasgar o cheque e incluir a maçã que consumiu.

“Aquele dinheiro que eu paguei no motel dava para comprar praticamente uma carrada de arroz na época (risos). A partir daí fiquei com aquilo na minha cabeça e decidi que não iria fazer mais casa não o negócio era motel. Contei essa história para outro amigo e ele me ofereceu um terreno, que se tornou o meu primeiro motel em 1984: o ‘Você que Sabe Motel’”, diz.

Na época Franly Lima chegou a sofrer preconceito devido ao novo empreendimento. Ele diz que chegou a sofrer julgamentos depois que passou a ser dono de um ramo de motéis.

“Tinha um conhecido meu que a mulher dele chegou um dia a dizer para ele que não era mais para ele andar comigo porque eu era dono de motel. Ele chegou para mim e disse: ‘amigo se você vê alguma diferença entre minha mulher e você não leva a mal porque ela é meio tímida, muito ciumenta e ela acha que como você botou um motel, eu não deveria ser mais seu amigo’”, conta.

Um irmão do empresário também já teria dito a ele que o negócio não era bem visto pela sociedade, mas Franly Lima dizia não se importar.

“Eu sempre fui desenrolado, em toda minha vida. Então eu estou apenas alugando um espaço para alguém ficar lá dentro e o que as pessoas vão fazer lá não me interessa e a minha resposta foi essa e é a resposta até hoje que eu tenho para dar”, diz.

VIDA ATRIBULADA

Ele conta que, na época, trabalhava de dia na farmácia, supermercado e a noite ia entregar mercadoria, e ao retornar ia para o motel ajudar seus funcionários a arrumar as camas e receber pagamentos.

“Quando dava três, quatro horas da manhã, eu tinha que ir fazer compra na Ceasa. Ia para lá e quando dava tempo eu ia dormir um pouco na Kombi lá mesmo na Ceasa enquanto os cearenses não chegavam com os produtos para a gente comprar”, conta.

Franly diz que por dormir pouco, fumar bastante cigarro e só tomar café, já chegou a pesar 48 quilos. Com isso, seu corpo não aguentou e sua saúde logo pediu atenção.

“Teve um dia que eu estafei de um jeito que eu olhava para pessoa que eu chorava e outra hora eu sorria; era uma confusão na minha mente. Aí tinha um médico aqui em Teresina, o doutor Sergio Ibiapina, e ele me aconselhou para que eu me desfizesse de alguma coisa, porque estava estafado [no caso estresse] em último grau. Ai eu comecei a desfazer da farmácia, do supermercado, fiquei só com armazém de estiva e o motel. Depois comecei a ganhar peso, diminuir o café e voltei ao normal”, explica.

BOATE AZUL

“A gente tem que estar sempre inovando e eu vi que estava faltando alguma coisa em Teresina. Foi então que eu decidi criar uma casa de shows. As pessoas na época disseram que era complicado porque eu não entendia disso, mas eu disse que iria aprender e foi então que eu coloquei o Atlantic City aqui na Avenida dos Expedicionários” diz Franly Lima.

Na época, o Atlantic City possuía cinco espaços diferentes de música tocando em um mesmo ambiente. O diferencial estava na música ao vivo com banda exclusivo do local que começava a tocar na quarta-feira e seguia até o domingo. Com isso, o Grupo Franly foi a primeira empresa a assinar carteira de trabalho de músicos no Piauí.

“Durante a construção do Atlantic City eu fiz minha casa lá mesmo, porque daí eu poderia estar trabalhando lá dentro e construindo ao mesmo tempo. Inclusive eu gosto daquela música ‘Boate Azul’, me identifico bastante, por que quando era duas horas da manhã o Atlantic City estava lotado, cheio de gente de todo jeito, muita mulher bonita, querendo namorar comigo e eu não namorava porque tinha trabalhar, daí quando dava cinco horas da manhã, as pessoas iam e eu ficava sozinho já pra ir dormir. Já quando dava uma hora da tarde levantava para almoçar e começava tudo de novo”, diz.

De dia o Atlantic City funcionava como clube e a noite como boate. Por trabalhar quase descanso, Franly teve que dar mais uma pausa por conta da sua saúde.

“Minhas coisas sempre foram assim dia e noite aí foi quando estafei de novo. Foi quando amigo meu me ofereceu uma fazenda lá em Campo Maior e eu decidi comprar para descansar. Deixei minha sobrinha Marlene tomando conta aqui e fui abandonando um pouco porque não dava mais para aguentar. Aí depois fui botando mais motéis e cheguei a montar a loja Franly Variedades, mas que não deu certo”, conta.

NOVAS IDEIAS

Franly Lima conta que certo dia chegou de viagem de um cruzeiro da Argentina e desembarcou em Fortaleza às 11h da manhã, porém, seu voo para Teresina era às 15h. Com isso ele decidiu ficar em um hotel até o horário da partida.

“Falei para a recepcionista que iria ficar até três horas da tarde. Perguntei se teria como pagar apenas as horas que eu iria passar no hotel, mas tive que pagar o valor de uma diária, e achei aquilo um absurdo. Aquilo ficou na minha cabeça, porque não um hotel fracionado, que a pessoa paga só o que usa?!”, relata.

Com isso o empresário, que já tinha um prédio na Avenida Miguel Rosa, o transformou em um hotel: o hotel Cajuína City, uns dos primeiros hotéis fracionados do Brasil.

“O que é o Hotel Fracionado?! Exemplo: Estamos em Teresina e caso venha pessoas dos municípios mais próximos, para resolver algo, então essa pessoa vai para o hotel e eles podem ficar pouco tempo e pagar somente o que usar. O Hotel Fracionado é dividido em duas horas, quatro horas, seis horas, 12 horas e 24 horas. Inclusive no Hotel Fracionado, você indo com uma criança, você tem que comprovar que é seu filho ou sua filha, mesmo indo com outro adulto”, explica.

A PARTICIPAÇÃO EM CADA DETALHE

Pesque-pague, mini banco, fábrica de condimentos, supermercados, motéis, hotéis, pousadas, Produtos GF8, Meios de Comunicação, entre outros empreendimentos. Diversidade e inovação são palavras que não faltam no vocabulário de Franly Lima.

O empresário também não esconde a admiração que tem por Silvio Santos, Antônio Emídio de Moraes e por João Claudino.

“Eu acho que o que é bom, a gente deve seguir e sempre gosto de estar dentro das minhas empresas, porque quando você faz o que gosta você não trabalha você se diverte. Então esse é o meu caso: eu faço o que gosto”, diz.

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