Hospitais atingem 80% da meta de identificação do paciente em 2018

Protocolo de Identificação ajuda a oferecer mais segurança aos pacientes

Em um esforço para organizar e melhorar a segurança do paciente nos hospitais, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) implementou o Protocolo de Identificação do Paciente que visa garantir a correta realização de procedimentos médicos. Em seus primeiros seis meses de funcionamento, mais de 80% dos pacientes foram identificados, superando a meta de 50% estabelecida inicialmente para 2018.



O protocolo é ação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), implementado no ano passado nos hospitais pela FMS. Segundo Luana Elvas, responsável pelo NSP, o objetivo é identificar todos os pacientes que dão entrada nos estabelecimentos, assegurando que não aconteçam erros ao administrar alguma medicação ou realizar algum procedimento. “Nosso trabalho inicial em 2018 teve como foco a sensibilização dos profissionais, e para isso estabelecemos uma meta de 50% de pacientes identificados em cada hospital”, conta. Os números, no entanto, foram bem maiores do que o esperado, com metas mensais que chegaram aos 85%, e uma média de 84%.



O trabalho foi viabilizado com a aquisição de impressoras para pulseiras, que trazem dados essenciais como nome, data de nascimento e nome da mãe. “Inicialmente, estabelecemos essa identificação para todos os pacientes internados e aqueles que ficam por mais de quatro horas na observação”, explica Luana Elvas. “Estamos no momento estudando o uso de outros instrumentos para os pacientes que ficam menos de quatro horas nos hospitais, de forma a reduzir custos”, complementa a responsável.



Identificando corretamente o paciente, é possível promover um atendimento mais específico de acordo com as necessidades de cada um. “Cada caso que entra nos nossos hospitais tem uma especificidade, necessitando de tratamento individualizado e nada disso seria possível se não identificarmos o paciente”, diz Luana Elvas. “Além disso, como existem muitos homônimos na nossa realidade, é preciso essa identificação individualizada para que não existam erros nos processos”, justifica.



"Como gestor público, temos o dever de fazer funcionar bem o que temos e melhorar cada vez mais os nossos serviços ", disse o presidente da FMS, Charles Silveira. O Núcleo de Segurança do Paciente tem por função promover a articulação dos processos de trabalho e das informações que impactem nos riscos ao paciente, além de articular com diferentes áreas intra-hospitalares que trabalhem com riscos na instituição de saúde, considerando o paciente como sujeito e objetivo final do cuidado em saúde. “O paciente precisa estar seguro, independente do processo de cuidado a que ele está submetido”, diz Luana Elvas.

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