Jesus reclama de 'agressividade verbal' de treinadores brasileiros com ele

Treinador português falou em 'mentes fechadas' dos colegas de profissão no Brasil: 'Não sabem o que é globalização (...) Não vim tirar o lugar de ninguém'.

Foto: Reprodução / Esporte Interativo Jesus mandou a campo apenas três titulares contra o Grêmio: Diego Alves, Arrascaeta e Gabigol.
Jesus mandou a campo apenas três titulares contra o Grêmio: Diego Alves, Arrascaeta e Gabigol.

Após a vitória sobre o Grêmio e o título brasileiro bastante encaminhado, Jorge Jesus aproveitou sua coletiva para desabafar sobre a forma como vem sendo tratado pelos treinadores do futebol brasileiro. O português afirmou que não veio ao país tirar o lugar de ninguém e que não entende o porquê de tanta 'agressividade verbal' com o seu trabalho.

"Vim para o Brasil, sou um treinador como eles. Não vim tirar lugar de ninguém. Não vim ensinar a ninguém. Não sou melhor nem pior do que ninguém. Queria lembrar aos meus colegas que em Portugal já trabalhou um brasileiro, o Scolari. Ele é acarinhado pelos portugueses. Assim como Autuori, Rene Simões, Abel..."

Ainda de acordo com Jesus, quando os brasileiros foram a Portugal, todos tentaram aprender com eles. O comandante rubro-negro falou em 'mentes fechadas' dos companheiros de profissão e pediu que se tirem 'fantasmas da cabeça' porque há grandes técnicos no Brasil.

"Quando estiveram lá, tentamos aprender. Não havia essa agressividade verbal que há comigo. Não entendo essas mentes fechadas. Não me incomoda. Quero que meus colegas cresçam. Não sabem o que é globalização. Que de uma vez por todas tirem os fantasmas da cabeça, porque o Brasil tem grandes treinadores".

Por fim, ele comentou sobre a expulsão de Gabigol e admitiu que, emocionalmente, ainda não conseguiu fazer dele o grande jogador que o camisa 9 é técnica e taticamente.

"Coloquei o Gabi porque ele é o melhor desse momento, melhor do campeonato e queria jogar. Se eu soubesse o que aconteceria (expulsão), não o colocaria, mas não sou bruxo. Me preocupa (Gabigol). Ainda não consegui fazer ele emocionalmente um grande jogador como é tecnicamente e taticamente. Tem que ter equilíbrio. Mas é jovem ainda, tem tempo. É importante que os grandes jogadores sejam exemplos".

Fonte: Esporte Interativo

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