Kayky Brito fala sobre amadurecimento aos 30 anos: 'A experiência faz a diferença'

Na reta final de 'Verão 90', ator comenta envolvimento do seu personagem Candé com a drag queen Sabrina e abre o jogo sobre carreira e solteirice

Foto: Reprodução / Web Kayky Brito fala de Candé na reta final de 'Verão 90'
Kayky Brito fala de Candé na reta final de 'Verão 90'

Foram cinco anos longe da TV Globo até que pintou Candé na vida de Kayky Brito. Personagem surfista e bad boy no início de Verão 90, ele foi ganhando novos contornos e evoluindo como pessoa ao longo da trama. Tanto que, na reta final da novela das sete, os fãs especulam se ele acabará entregando o que sente por Sabrina, drag queen vivida brilhantemente por Miguel Rômulo.

A parceria com o ator, segundo Kayky, foi fundamental para a veracidade do sentimento que foi nascendo aos poucos entre os dois:

"Foi a primeira vez que trabalhei com o Miguel e, desde o primeiro dia, tivemos uma troca muito boa. Ele é um ótimo ator e espero ainda termos muitos papéis diferentes e desafios juntos. Teve aproximação, carinho e afeto entre os personagens. Esses valores foram os que valeram."

Pessoalmente, o artista também sai transformado dessa retomada à TV: "Não importa o quão fundo você vai no personagem, ele sempre terá uma parte de você. Candé, de fato, me engrandeceu e o levarei para minha vida."

Na história, o surfista formou com Patrick (Klebber Toledo) e João(Rafael Vitti) o grupo de gogo boys, Os Tigres Siberianos. Para dançar tirando a roupa e seduzindo, Kayky teve que aprender a rebolar na vida real:

"Tivemos aulas e mais aulas com Caio Nunes, professor de dança. Ensaiávamos várias coreografias e, no dia de gravar, ficávamos a disposição do Jorge Fernando (diretor) para encaixar os movimentos na cena. "

Graças à dedicação integral ao papel, ele não fez feio. Ao contrário. Toda vez que aparecia sensualizando no palco da Galeria Sibéria, era certa a repercussão nas redes sociais. Formado em paraquedismo e disciplinado com relação aos cuidados com o corpo, Kayky não precisou se esforçar para ficar sarado para o papel:

"Encaro o esporte como religião. Apesar de algumas contusões, nunca deixo de fazer uma atividade. Não penso tanto no físico e, sim, na mente. É para me manter saudável."

Na carreira artística desde os 9 anos, o ator garante não ter vivido momento de crise na profissão.

"Obstáculos a gente sempre vai ter na vida. O que vale é como você vai superá-los. Sou muito feliz com minha carreira e meus personagens camaleônicos. Estou onde estou devido aos desafios e ao carinho do público. Desistir jamais, superar sempre!", diz como lema de vida.

Por dois meses, Kayky resolveu sair de cena. Se mudou para Nova York para estudar interpretação e, na volta, abandonou os planos de se dedicar ao teatro por causa do convite para fazer Candé.

"Essa experiência (de morar fora) me transformou como pessoa e tenho certeza de que pode me revolucionar como artista também. Mas nada como tempo e o aprendizado. Não tenho pressa. Me sinto um eterno aprendiz"

Ter vivido um período de anonimato nos Estados Unidos não causou sensação de liberdade no ator, que acostumado com o assédio, diz nunca ter se incomodado com a abordagem do público:

"A partir do momento que você tem uma profissão, tem que arcar com as consequências dela. E, para mim, não tem valor maior do que o reconhecimento. Nada melhor do que finalizar um ato de uma peça e ter o aplauso, ver uma cena repercutir nas ruas. Sou muito grato."

A chegada dos 30 anos também não foi encarada como uma virada radical, mas de uma evolução natural. "A experiência faz a diferença. Nada como você viver para crescer e aprender", filosofa o ator, que está solteiro: "Sozinho ou acompanhado, o mais importante é estar bem consigo mesmo."

Fonte: Revista Caras

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