Líder de golpe militar na Tailândia assume cargo de primeiro-ministro

Na segunda, Prayuth Chan-ocha havia declarado o fim do governo militar no país. Nesta terça (16), ele e novos membros do governo fizeram juramento perante o rei tailandês, Maha Vajiralongkorn.

Foto: Reprodução \ Web Prayuth Chan-ocha, novo primeiro-ministro da Tailândia que assumiu poder em 2014 depois de um golpe. Ele anunciou o fim do regime militar nesta terça-feira (16) e inaugurou um novo governo, eleito
Prayuth Chan-ocha, novo primeiro-ministro da Tailândia que assumiu poder em 2014 depois de um golpe. Ele anunciou o fim do regime militar nesta terça-feira (16) e inaugurou um novo governo, eleito

Um ex-chefe do exército da Tailândia, Prayuth Chan-ocha, assumiu nesta terça-feira (16) o cargo de primeiro-ministro do país, cinco anos depois de liderar um golpe militar. Junto com ele, juraram fidelidade ao rei, Maha Vajiralongkorn, 35 novos membros do gabinete de governo.

"Temos que nos preparar para a próxima tarefa, que é apresentar as políticas do governo e criar um senso de unidade para o país, a religião, o rei e todos nós, o povo", disse Chan-ocha aos repórteres após a cerimônia. "Muitas pessoas têm grandes esperanças para este governo".

O agora primeiro-ministro disse que o golpe foi necessário para restaurar a ordem após seis meses de protestos de rua e confrontos violentos quando ele tomou o poder em 2014.

Na segunda (15), Chan-ocha havia declarado o fim do governo militar e afirmado que as coisas voltaram ao normal no país após a eleição, em 24 de março.

Ele permanece como primeiro-ministro depois de ter sido escolhido pelo Senado e parlamentares pró-forças militares - que, por sua vez, haviam sido nomeados pela própria junta militar.

O sistema, segundo seus opositores, foi injusto. Levou mais de cem dias para que Chan-ocha formasse o gabinete após uma disputa acalorada.

Os cargos mais importantes foram para membros da ex-junta, mas algumas pastas econômicas importantes foram para os 19 partidos com os quais Chan-ocha teve que fazer acordos para conseguir uma pequena maioria na câmara baixa do Parlamento.

"Espero que o gabinete e o governo tenham incentivo e poder para cumprir bem o seu dever e fazer o que é certo", declarou o rei Vajiralongkorn.

Fonte: G1

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