Maternidade do Buenos Aires ultrapassa em 43% meta de partos normais estabelecida pelo Ministério

O quantitativo é referente ao período de janeiro a outubro de 2018

A jovem Rayara do Nascimento optou por ter o seu segundo filho na Maternidade do Buenos Aires, localizada na zona norte da capital. Ela é uma das 1.002 mulheres que tiveram um parto natural e humanizado neste estabelecimento gerenciado pela Fundação Municipal de Saúde. O quantitativo é referente ao período de janeiro a outubro de 2018 e corresponde a 100 partos normais por mês, o que ultrapassa em 43% a meta mínima estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Segundo Rayara, assim que nasceu, o seu bebê Richarlisson precisou de maiores cuidados e ele ficou em leito de unidade de cuidados intermediários neonatais, disponível na Maternidade do Buenos Aires. Ela conta sua experiência: “ O meu parto foi rápido. O atendimento da Maternidade avalio como muito bom, a estrutura é ótima e os profissionais estavam sempre por perto, atentos. Estou sendo mamãe pela segunda vez e é boa essa experiência”, afirma.

Outro dado divulgado é que, nesta maternidade, o índice de episiotomias foi de 8%, algo que é positivo, já que o parâmetro estabelecido pela Organização Mundial de Saúde é de até 10%. Este procedimento corresponde a um corte efetuado na região entre a vagina e o ânus da mulher para facilitar a saída do bebê durante o parto normal e é considerado necessário em alguns casos, a exemplo de quando há risco de laceração grave nesta área.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Charles da Silveira, avalia os dados apresentados da Maternidade do Buenos Aires: “Esses números são indicadores monitorados pela Rede Cegonha e denotam um esforço da gestão em ofertar um serviço de qualidade às usuárias do SUS. O parto é um momento singular na vida da gestante e a nossa atuação junto às Maternidades da Prefeitura tem sido no sentido de proporcionar cada vez mais um bom atendimento, resolutivo e humanizado", afirma.

Segundo a enfermeira obstetra, Ana Cláudia, o atendimento ofertado às usuárias é de qualidade: “A Maternidade do Buenos Aires atende às diretrizes propostas na política da Rede Cegonha, no que se refere à ambiência e às boas práticas do parto e nascimento. Temos uma estrutura nova, equipamentos novos. Mas, para mim, o que mais contribui para o nosso bom desempenho é o fator humano: são profissionais qualificados e humanizados que tem feito com que os índices tenham crescido positivamente”.

A diretora geral Rosélia Sena, explica que no Centro de Parto Normal, que funciona dentro da Maternidade do Buenos Aires, a mulher tem o direito de parir da forma mais natural, com o acompanhante que escolher e na posição que se sentir melhor: “Ela pode optar, por exemplo, pela posição que dará à luz, se deitada, sentada na banqueta, na banheira ou no chuveiro. A gente também dispõe de recursos que minoram a dor do parto. A intervenção só acontece se for necessário”.

Ela explica que a maternidade do Buenos Aires é destinada a gestantes que possuem gravidez de baixo risco: “A classificação da gestação como de baixo ou alto risco é feita durante o pré-natal na Atenção Básica ou na própria maternidade. Se for de baixo risco, a gestante pode parir em uma das 4 maternidades da Prefeitura (Buenos Aires, Wall Ferraz, Promorar e Satélite). Se tratar-se de gestação de alto risco, é direcionada para a Evangelina Rosa”.


Conheça a estrutura da Maternidade do Buenos Aires


A Maternidade do Buenos Aires possui 50 leitos, sendo 30 obstétricos, 07 de neonatologia, 08 leitos de Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN), 01 centro cirúrgico e 05 quartos PPPs (Pré-Parto, Parto e Pós-Parto) que garantem privacidade e conforto às gestantes. Além dos leitos, a maternidade tem sala de aleitamento; salas para testes do pezinho, coraçãozinho, orelhinha; salas de atendimento obstétrico neonatal e de classificação de risco e, ainda, cartório de registro de nascimento e posto de coleta de leite.

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