Ministério da Educação sai do Mercosul e firmará apenas parcerias bilaterais na área

O setor da educação no Brasil vai sair do Mercosul e firmar apenas parcerias bilaterais de agora em diante.

Foto: Reprodução/ EBC A ideia da implantação da energia solar é, segundo o MEC, uma forma de reduzir os custos de energia elétrica.
A ideia da implantação da energia solar é, segundo o MEC, uma forma de reduzir os custos de energia elétrica.

 A informação é do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante anúncio, nesta sexta-feira, de verbas extras para as universidades federais brasileiras.

Weintraub argumentou que os encontros do Mercosul, a integração entre os países Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, não têm trazido resultados e geram custos aos cofres públicos. E por isso, os encontros serão apenas bilaterais.

“Na prática nada foi obtido, e o pouco que está sendo discutido é bilateral. Significa economia de recursos para o pagador de imposto, para mais painel fotovoltaico, mais creche, mais ônibus escolar. Esse que é o impacto. São reuniões caras e que tomam tempo, e em conversas bilaterais conseguimos avançar mais rapidamente”.

Ainda de acordo com o ministério, o governo brasileiro “não está rompendo relações com os países vizinhos”, e “todas as parcerias iniciadas serão mantidas”. No entanto, a pasta salienta que, ao longo dos 28 em que o MEC participou das reuniões, não houve “resultados práticos que impactassem positivamente na melhoria de índices gerais da educação”.

Em seguida, Abraham Weintraub anunciou, também, que vai destinar R$ 125 milhões extras para as universidades federais do Brasil. Segundo ele, pelo menos 65% do valor de cada unidade educacional deve ser investido na instalação de placas fotovoltaicas, os chamados painéis solares. O restante, 35%, deve ser destinado a obras paradas ou em andamento, se for o caso da instituição. De acordo com o ministro, o retorno da iniciativa vai ocorrer todos os anos.

“Enquanto tiver a placa – e a placa tem uma expectativa de vida de 50 anos – vai economizar R$ 1 milhão direto orçamento dele. Não vamos começar um novo elefante branco, vamos colocar um painel fotovoltaico, porque o ano que vem ele já tem R$ 1 milhão, e no outro ano também. O retorno do investimento é 25% ao ano”.

A ideia da implantação da energia solar é, segundo o MEC, uma forma de reduzir os custos de energia elétrica, que podem ultrapassar os R$ 25 milhões por ano às universidades.

A definição de qual federal vai receber deve atender ao critério da meritocracia, estipulado pelo ministério. Serão priorizadas as instituições que tiverem melhores classificações em qualidade e desempenho. Também terão acesso a mais recursos aquelas mais eficientes. O que, para o MEC, significa as que tenham um menor custo por estudante.

Fonte: EBC

Deixe seu comentário