Mortes por Covid despencam, mas Brasil ainda é o país com mais óbitos do mundo em 2021

Brasil registrou 405 mil vítimas da pandemia neste ano, mais do que EUA (355 mil), Índia (300 mil) e quase o mesmo que todos os 27 países da União Europeia somados (407 mil).
Por Redação Verdes Campos Sat 8 de Outubro de 2021 às 14:58

Foto: Reprodução / Internet Mortes por Covid despencam, mas Brasil ainda é o país com mais óbitos do mundo em 2021
Mortes por Covid despencam, mas Brasil ainda é o país com mais óbitos do mundo em 2021

O Brasil superou as 600 mil mortes por Covid-19 nesta sexta-feira (8) com uma forte desaceleração no número de óbitos devido ao avanço da vacinação, mas ainda mantém outra triste marca: a de país que mais registrou vítimas da pandemia em 2021.

Apesar da queda expressiva na média diária de óbitos, de 3,1 mil em abril, no pico da segunda onda, para menos de 500 atualmente, o Brasil já registrou 405 mil mortes por Covid-19 neste ano, mais do que Estados Unidos e Índia e quase o mesmo que todos os 27 países da União Europeia somados

Os 10 países com mais mortes por Covid neste ano (até 7 de outubro):

Brasil: 405 mil

EUA: 355 mil

Índia: 300 mil

México: 154 mil

Rússia: 152 mil

Indonésia: 120 mil

Peru: 106 mil

Colômbia: 83 mil

Argentina: 72 mil

Irã: 66 mil

E, apesar de o número de vítimas do vírus ter despencado nos últimos meses, o Brasil ainda é o 3º país com a maior média diária de novas mortes atualmente, atrás apenas de EUA e Rússia.

Os 10 países que mais registram óbitos atualmente (média dos últimos 7 dias):

EUA: 1,7 mil

Rússia: 877

Brasil: 438

México: 417

Índia: 256

Irã: 231

Ucrânia: 220

Turquia: 219

Romênia: 199

Vietnã: 142

Impacto da vacinação

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EUA e Rússia têm vacinas próprias contra a Covid-19 e iniciaram suas campanhas de imunização ainda em 2020 (veja no vídeo acima), mas estão sofrendo com a resistência de parte da população em tomá-las.

Com 145 milhões de habitantes, apenas 29% completamente imunizados e poucas restrições para combater a pandemia, a Rússia tem registrando recordes diários de mortes por Covid-19 nos últimos dias.

Já os EUA, que lideraram a corrida da vacinação até o fim de abril, não conseguem fazer a porcentagem da sua população completamente imunizada chegar a 60%. Com isso, o número de mortes voltou a disparar e o país ultrapassou a marca das 700 mil vítimas da Covid.

Autoridades de saúde do país chegaram a retirar a obrigatoriedade do uso de máscara para vacinados na maioria dos ambientes em maio, quando a imunização ainda avançava com velocidade, mas tiveram de voltar atrás em julho, diante da chegada da variante delta.

Os EUA vivem hoje duas realidades que caminham em sentidos opostos: nos estados em que a vacinação mais avançou, os números de casos e de mortes estão em queda; onde a população mais resiste em se imunizar, a taxa de transmissão e as mortes continuam a subir (veja no vídeo abaixo).

O Brasil, por outro lado, já aplicou quase 250 milhões de doses e tem 69% da população vacinada com ao menos uma dose e 45%, totalmente imunizada.

Assim, o número de casos e mortes tem caído mesmo com a reabertura da economia, e 58% das cidades brasileiras não registraram nenhuma morte por Covid-19 em setembro (o melhor índice desde maio de 2020).

O país é o 4º em número de doses aplicadas, mas apenas o 59º no ranking proporcional à população, atrás de diversos vizinhos latino-americanos, como Argentina, Equador e até Cuba (veja mais abaixo).

Como o Brasil se compara ao mundo?

Sexto país mais populoso do mundo, o Brasil é 2º em mortes causadas pelo novo coronavírus, o 3º com mais casos confirmados e o 4º em doses de vacinas aplicadas.

O país tem 2,7% da população mundial, 3,8% de todas as doses de vacinas administradas, 9,1%de todos os infectados e 12,4% de todas as vítimas da Covid-19 do planeta.

Proporcionalmente, o Brasil é o 8º país em óbitos, o 28º em casos confirmados e apenas o 59º em doses administradas.

Na imunização contra a Covid-19 em relação à população, estamos atrás de diversos vizinhos latino-americanos, como Cuba, Uruguai, Chile, Panamá, El Salvador, Equador e Argentina.

Fonte: G1.com

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