Organizada do Cruzeiro protesta na Toca, pede saída de jogadores e oferece cachaça como "prêmio"

Torcida declara apoio a treinador Rogério Ceni, cobra dirigentes e pede que Thiago Neves, Edilson, Egídio, Robinho, Henrique, Pedro Rocha, Cabral e Jadson saiam do clube

Foto: Foto: reprodução/Globo Esporte Organizada do Cruzeiro protesta na Toca, pede saída de jogadores e oferece cachaça como "prêmio"
Organizada do Cruzeiro protesta na Toca, pede saída de jogadores e oferece cachaça como "prêmio"

Pelo segundo dia consecutivo uma das torcidas organizadas do Cruzeiro protestou na porta da Toca da Raposa. No início da tarde desta quarta-feira, alguns torcedores que integram a Máfia Azul compareceram na porta do centro de treinamentos para cobrar atletas e a cúpula cruzeirense pelo momento que a equipe celeste encara dentro e fora das quatros linhas. Com o alerta de rebaixamento ligado no Brasileirão e eliminado das Copas Libertadores e do Brasil, o Cruzeiro sofre com falta de receitas, salários atrasados e investigações da Polícia Federal.

Com faixas com dizeres que pedem a saída de jogadores e dirigentes, e que declaram apoio ao treinador Rogério Ceni, os torcedores entoaram gritos de ordem na porta da Toca da Raposa, onde o Cruzeiro treina na tarde desta quarta-feira. O grupo "ofereceu" garrafas de cachaça como prêmios a alguns jogadores e à diretoria, caso eles deixem o clube. Os atletas citados foram Thiago Neves, Edilson, Egídio, Robinho, Henrique, Pedro Rocha, Ariel Cabral e Jadson. A faixa dizia:

- Thiago Neves, Edilson, Egídio, Robinho, Henrique, Pedro Rocha, Ariel Cabral e Jadson some (sic) do Cruzeiro junto com essa diretoria que está levando o time do Cruzeiro para as páginas policias. Prêmio para vocês: 11 garrafas de cachaça que está (sic) aqui.

Na noite dessa terça-feira, o presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá, divulgou um vídeo na internet garantindo apoio ao treinador Rogério Ceni e disparando ataque aos opositores.

Protestos começaram no domingo

A crise entre torcida e clube começou ainda com o Cruzeiro em campo, no domingo. Na goleada sofrida para o Grêmio, por 4 a 1, pelo Brasileirão, torcedores chegaram a arremessar pipocas no gramado, chamaram o time de "sem vergonha" e vaiaram jogadores como Thiago Neves, David e Edilson. Após a partida, a Polícia Militar precisou fazer um cordão de isolamento para garantir a segurança na saída da delegação cruzeirense, por conta de manifestações da torcida.

Na segunda-feira, uma das torcidas organizadas do Cruzeiro protestou contra a diretoria em frente à sede administrativa. À noite, torcedores manifestaram em frente à casa do vice-presidente de futebol Itair Machado. Ele, Wagner Pires de Sá e Sérgio Nonato são os mais questionados entre os dirigentes.

Nessa terça, Belo Horizonte amanheceu com faixas pedindo a saída do trio. À tarde, integrantes da Máfia Azul foram à porta da Toca da Raposa protestar e conversar com jogadores, mas apenas Egídio parou para conversar. Um grupo de torcidas organizadas conversou com os goleiros Fábio e Rafael, com o zagueiro Léo e com o volante Henrique, líderes do elenco.

Fonte: Globo Esporte

Deixe seu comentário