Pacientes infartados correm risco de morte devido falta de repasse do Estado para Parnaíba

Pelo protocolo normal, ao paciente chegar infartado ou com princípio de infarto no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde

Familiares de pacientes e profissionais da área de saúde em Parnaíba, litoral do estado relataram um momento extremamente delicado que a área cardiológica do município está enfrentando. A Secretaria Estadual de Se Saúde (Sesa), que tem como gestor da pasta o ex-prefeito de Parnaíba, Florentino Neto (PT), desde outubro do ano passado não estaria repassando o pagamento de hospitais e clinicas, e assim os profissionais das mesmas ficam também sem receber. Com isso, cirurgias estão temporariamente suspensas na cidade que é a única depois de Teresina a realizar tais procedimentos.

Pelo protocolo normal, ao paciente chegar infartado ou com princípio de infarto no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), após confirmação do quadro clínico via eletrocardiograma, imediatamente a vítima é encaminhada para o SPMIP(Hospital Maternidade Dr. Marques Basto) a fim de ser submetida aos procedimentos cirúrgicos, como cateterismo ou implantação de um stent, anel colocado para desobstruir uma artéria coronariana entupida. Após a intervenção cirúrgica, o paciente precisa ficar 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob observação devido a alta complexidade do procedimento. Todas estas etapas são custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, há quatro meses o Governo do Estado não arca com tal responsabilidade e, com consequência, o tratamento cardíaco no litoral está prejudicado, uma vez que as clínicas, hospitais e médicos se viram obrigados e paralisaram as atividades no dia 01 de fevereiro.

Os pacientes estão sendo jogados literalmente em uma roleta russa, pois, além do transtorno de deslocamento até a capital em meio a um quadro clínico já bastante crítico, os pacientes infartados ainda precisam torcer para ter vaga tanto na ambulância, quanto vaga para a cirurgia e na UTI.


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