Para conseguir uma consulta pacientes no Piauí têm que viajar até 3 horas

O término da parceria entre Brasil e Cuba tem prolongado o sofrimento de pacientes que precisam de atendimento no interior do Piauí.

Foto: Reprodução/Internet Para conseguir uma consulta pacientes no Piauí têm que viajar até 3 horas
Para conseguir uma consulta pacientes no Piauí têm que viajar até 3 horas

O término da parceria entre Brasil e Cuba tem prolongado o sofrimento de pacientes que precisam de atendimento no interior do Piauí. Alguns terão que percorrer mais de 100 km e enfrentar quase 3 horas de viagem para conseguir uma consulta. Essa é a realidade, por exemplo, na cidade de Guaribas onde o médico cubano era o único profissional de saúde. Com isso, quem precisa atendimento no município tem que viajar até São Raimundo Nonato, trajeto que inclui estrada de chão batido.

De acordo com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Piauí (Cosems-PI) e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), a situação tende a piorar porque alguns profissionais de saúde inscritos no novo edital do Mais Médicos já demonstraram interesse de não atuar no interior do estado. Além disso, médicos que atuavam pelo Programa Saúde da Família (PSF) estão abandonando os postos de trabalho para se inscreverem no Mais Médicos deixando assim a população desassistida.

No total, 202 cubanos deixaram o Piauí. O novo edital abriu inscrições para 199 médicos em 100 municípios piauienses. Contudo, o déficit geral é de 38 profissionais porque além das três vagas a menos no novo edital, e um caso particular na cidade de União, na Grande Teresina, 34 médicos já haviam abandonado postos do PSF no ano passado.


NOVO EDITAL

As 199 vagas abertas no novo edital foram preenchidas e os médicos têm até o dia 14 de dezembro para se apresentarem nas cidades para onde fizeram a inscrição. Apesar disso, as representantes do Cosems e da Sesapi acreditam que o íncide de desistência será alto e pacientes de algumas cidades continuarão sem atendimento médico.

“Dois médicos já ligaram para mim informando que não têm interesse. Eles se inscreveram, foram aprovados, mas não querem ir porque acharam distante da Capital. Daí, as cidades continuarão sem médicos”, acrescenta Cipriano.

O total de desistentes só poderá ser contabilizada após o dia 14. Até o momento, apenas a médica inscrita para União, na Grande Teresina, se apresentou no município.

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