Política ambiental do governo pode trazer risco a acordo com UE, alertam empresários

Segundo os assessores, o atual governo pode ir de uma ponta a outra, de responsável pelo sucesso do fechamento do acordo ao responsável pelo seu fracasso.

As últimos ações e declarações do governo do presidente Jair Bolsonaro sobre meio ambiente podem colocar em risco o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, alertam assessores presidenciais ligados ao agronegócio e empresários do setor.

O fundo desenvolve projetos de preservação ambiental na região e contou, nos últimos 10 anos, com 93,8% de verba da Noruega e 5,7% da Alemanha, além de 0,5% de recursos da Petrobras, para ações de combate ao desmatamento e desenvolvimento sustentável.

Segundo os assessores, o atual governo pode ir de uma ponta a outra, de responsável pelo sucesso do fechamento do acordo ao responsável pelo seu fracasso.

Na avaliação de assessores de Bolsonaro e de produtores rurais, as decisões da Alemanha e da Noruega, que suspenderam repasses de recursos para o Fundo da Amazônia podem ser apenas o primeiro passo de uma reação mais forte de países europeus contra o governo brasileiro.

A maior preocupação é que essa reação acabe desaguando numa ameaça e até no rompimento, por parte de países da Europa, do acordo da região com o Mercosul.

O maior prejudicado será o Brasil, que pode não só ficar sem o acordo como ver suas exportações prejudicadas no próximo ano.

Assessores presidenciais ligados ao agronegócio destacam que o setor não concorda com o tom do presidente Jair Bolsonaro em relação a temas ambientais.

Para empresários do agronegócio, o Brasil só tem a perder com a retórica atual, que faz mais barulho neste momento e pode comprometer a economia brasileira.

Os empresários avaliam que o setor hoje está comprometido com uma agricultura sustentável do ponto de vista ambiental. Até concordam com alguns pontos levantados pelo presidente, mas avaliam que a estratégia de ficar ameaçando publicamente os países europeus só desgasta e não ajuda o Brasil.

Fonte: G1

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