Primeiro-ministro da Austrália minimiza conversa com Trump

Trump pediu para estabelecer um contato com o governo australiano para que participasse em uma investigação que busca desacreditar a ideia de que a Rússia teria influenciado a campanha eleitoral de 2016.

Foto: Foto: reprodução O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e o presidente dos EUA, Donald Trump, se cumprimentam durante inauguração à fábrica em Wapakoneta, Ohio, em 22 de setembro
O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e o presidente dos EUA, Donald Trump, se cumprimentam durante inauguração à fábrica em Wapakoneta, Ohio, em 22 de setembro

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, minimizou nesta quarta-feira (2) a importância de sua conversa por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, que chamou de monótona, apesar de ter provocado uma tempestade política nos Estados Unidos.

Morrison afirmou que Trump pediu apenas para estabelecer um "ponto de contato" com o governo australiano para que participasse em uma investigação com a qual o presidente americano busca desacreditar a ideia de que a Rússia teria ajudado em sua campanha eleitoral de 2016.

Morrison disse que ficou feliz em atender o pedido de Trump e que o embaixador australiano nos Estados Unidos, Joe Hockey, já havia oferecido a ajuda do país na investigação em maio.

"Foi uma conversa bastante monótona", disse Morrison ao canal Sky News.

"Nós falamos que estávamos preparados para ajudar e cooperar nessa investigação, o que não é incomum. Washington é um aliado significativo - de fato, o nosso aliado mais significativo - e estamos acostumados a compartilhar muitas informações", completou.

Morrison não explicou, no entanto, se a Austrália forneceu informações e disse que o processo está nas mãos dos funcionários do governo.

"A Austrália nunca faria nada contrário ao nosso interesse nacional. Seria, francamente, mais surpreendente se tivéssemos decidido não cooperar", declarou.

Acusação aos funcionários públicos

Trump afirmou diversas vezes, sem provas, que as investigações do FBI sobre a suposta interferência russa nas eleições de 2016 seriam obra do que ele chama de "deep state" ("estado profundo"), favorável ao Partido Democrata.

Fonte: G1

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