Saúde mental: incertezas e medo do futuro na pandemia agravam sinais de ansiedade

O isolamento social e o medo do futuro provocaram um aumento significativo no número de pessoas que passaram a sofrer de ansiedade.
Por Redação Verdes Campos Sat 15 de Janeiro de 2021 às 09:50

Foto: Reprodução/ Ascom Psicóloga Natália Vidal - especialista em saúde mental e neuropsicologia.
Psicóloga Natália Vidal - especialista em saúde mental e neuropsicologia.

Janeiro sempre é um mês esperado por muitos, por simbolicamente representar recomeço, uma nova chance e o início de um novo ciclo. Em 2021, isso é ainda mais marcante diante das incertezas e mudanças que ocorreram em 2020 por causa da pandemia da Covid-19 que impactou principalmente na saúde mental da população. O isolamento social e o medo do futuro provocaram um aumento significativo no número de pessoas que passaram a sofrer de ansiedade.

A adequação ao novo normal de sair do escritório e trabalhar em home office, reuniões online, delivery, a necessidade do distanciamento social e o mínimo contato físico com as pessoas foram fatores que agravaram esse quadro de estresse no último ano. Recentemente, pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde que reuniu dados sobre a saúde mental do brasileiro durante a pandemia, mostrou que 86,5% dos participantes sofriam de ansiedade.

A psicóloga Natália Vidal, do Medplan, que é especialista em saúde mental e neuropsicologia, explica que é preciso diferenciar a ansiedade comum da ansiedade patológica. “Nessa época de pandemia tem-se ouvido muito falar em ansiedade. O que pouco é dito é sobre a diferença das duas ansiedades, o que prejudica ainda mais a saúde mental da população”, destacou.

De acordo com a profissional, o medo representa uma reação normal à uma ameaça no presente, enquanto a ansiedade é voltada para futuro, quando o pensamento antecipa um possível problema.  

“A ansiedade é benéfica para a saúde, pois é ela que vai nos trazer uma sensação de alerta aos perigos. Ela passa a ser um problema quando o indivíduo começa a ter dificuldades físicas, emocionais e perdas funcionais, virando patológica e desencadeando os transtornos de ansiedade”, afirmou Natália.

A psicóloga ressalta também que quando se chega nesse estágio patológico, a pessoa sente a solidão do distanciamento social de uma forma mais intensa, o que pode interferir na alimentação e no sono, provocando ainda dificuldade de concentração nas atividades laborais e prejuízos emocionais.

Janeiro Branco: “Quem cuida da mente, abre um sorriso pra vida”

Para alertar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde mental, o Medplan e o Grupo Med Imagem abraçaram a campanha Janeiro Branco trazendo o mote “Quem cuida da mente, abre um sorriso pra vida”. O foco é a valorização da saúde mental através da divulgação de informações de qualidade sobre o tema. 

Além da necessidade de vencer o preconceito acerca do assunto. “No geral, a nossa saúde mental é negligenciada, pois é mais fácil entender como uma dor física acontece do que entender como o emocional pode influenciar na nossa vida”, afirmou a psicóloga.

Natália Vidal enfatiza que é preciso buscar sempre mudanças de hábitos para ter uma vida mais equilibrada e diminuir os impactos da pandemia, bem como as consequências que ela trouxe para o mundo. Por isso, reforça dicas importantes como:

- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Não fumar;
- Fazer exercícios físicos com regularidade;
- Ter uma alimentação equilibrada;
- Meditação;
- Dormir bem.

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