Seleção brasileira só respira com gol de pênalti, o quinto em 11 partidas após a Copa da Rússia

Mesmo com 12 finalizações na primeira etapa, Brasil ameaça pouco e, com 18 cruzamentos, esbarrara em má pontaria e marcação. Movimentação abre caminhos na segunda etapa

Foto: Reprodução\ Web Coutinho, pelo meio, procura Firmino, que tem Richarlison abrindo pela ponta direita
Coutinho, pelo meio, procura Firmino, que tem Richarlison abrindo pela ponta direita

O cruzamento de Richarlison encontrou a mão de Jusino. Ali, com o gol de Philippe Coutinho no início do segundo tempo, a Bolívia “desmoronou”, como disse o técnico Eduardo Villegas, e o Brasil se aliviou em partida que se complicada e terminou 3 a 0 a favor para os donos da casa, na estreia da Copa América, nessa sexta, no Morumbi.

Foi o quinto gol de pênalti brasileiro em 11 partidas após a Copa do Mundo da Rússia. Apenas um deles garantiu vitória – 1 a 0 sobre o Uruguai, em amistoso de 16 de novembro do ano passado. E mais outro, além dessa partida da Copa América, abriu o placar – e os caminhos – para a seleção de Tite. Foi na goleada de 5 a 0 sobre El Salvador, no 11 de setembro de 2018.

Os outros dois gols de pênalti foram marcados contra EUA – 2 a 0, em 7 de setembro de 2018 – e no último amistoso antes da Copa América, nos 7 a 0 sobre Honduras. Neymar marcou três vezes de pênalti – e somente assim após a Copa – e Coutinho converteu duas dessas cobranças de penalidade máxima.

É verdade que só deu Brasil no primeiro tempo. Foram 12 finalizações na primeira etapa – contra duas bolivianas, as duas nos últimos 15 minutos –, com mais seis escanteios e 18 cruzamentos, de acordo com números do Sofascore. Mas, ainda assim, foram poucas chances de gol reais.

No segundo tempo, deslocamentos abrem espaço

Cortes dos lances decisivos da partida mostram como movimentações dificultaram a marcação boliviana, no início da segunda etapa.

A melhor delas em saída errada do bom goleiro Carlos Lampe – em lance que Richarlison foi travado. Outra boa chance saiu de jogada de escanteio, com desvio e tentativa de Thiago Silva.

Tite avaliou como satisfatórios os primeiros 20 minutos iniciais de partida. Sem o gol, considerou que o nervosismo e a ansiedade começaram a influir no desempenho dos jogadores. Que passaram a errar muitos passes e desperdiçar jogadas ainda no início da construção.

- O jogador sente as vaias. O jovem sente, o técnico sente. Ninguém é insensível. Mas, no intervalo, coloquei que, com o alto nível de concentração, precisamos passar por essas adversidades - disse o treinador, que recomendou, em momentos de dificuldade, "jogar curto”. Ou seja, manter a posse de bola, girar e encontrar espaços, com paciência.

Fonte: Globo Esporte

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