Sem resultado oficial, rival do presidente do Afeganistão reivindica vitória na eleição

Abdullah Abdullah, que ocupa o cargo de primeiro-ministro e disputa o cargo de presidente com o atual mandatário, Ashraf Ghani, disse em entrevista coletiva que foi vitorioso; resultados ainda não foram divulgados.

Foto: Foto: reprodução Abdullah Abdullah vota em Cabul, no Afeganistão, em 28 de setembro de 2019
Abdullah Abdullah vota em Cabul, no Afeganistão, em 28 de setembro de 2019

O primeiro-ministro do Afeganistão, Abdullah Abdullah, reivindicou a vitória nesta segunda-feira (30) na eleição presidencial de sábado (28) durante uma entrevista coletiva.

Ele é o principal rival do chefe de Estado do Afeganistão, Ashraf Ghani, que tenta a reeleição.

"Temos o maior número de votos nestas eleições", disse Abdullah, antes de afirmar que "não acontecerá segundo turno".

A Comissão Eleitoral ainda não anunciou os números da participação nas eleições, que devem ter os resultados preliminares divulgados em 19 de outubro.

A votação aconteceu no sábado (28). A presença de eleitores pode ter sido de cerca de 20%, de acordo com dados preliminares. A Comissão Eleitoral indicou que cerca de 1,1 milhão de pessoas votou. Há 9,6 milhões de eleitores registrados.

Em 2004, cerca de 60% comparecerem às urnas. As eleições foram marcadas por violência, com ameaças do Talibã e acusações de mau gerenciamento e abuso.

Essa é a quarta vez que os afegãos foram às urnas para eleger um presidente desde 2001, quando uma coalizão liderada pelos EUA destituiu um regime de talibãs.

Um resultado oficial preliminar sai no dia 17 de outubro, e o dado final, no dia 7 de novembro.

Problemas na eleição

O Talibã controla mais território hoje desde que foi derrubado. A organização denunciou a eleição como ilegítima, e disse que iria atacar locais de votação.

Mais de 70 mil policiais, tropas e agentes de inteligência fizeram a segurança dos locais.

Os militantes atacaram torres de comunicação para derrubar a rede de telefones móveis. Mais de 2.000 locais de votação nem mesmo abriram as portas, com receio de violência.

Houve uma explosão em um dos pontos, perto da cidade de Kandahar.

Os eleitores relataram problemas no processo eleitoral –as listas com os nomes daqueles que estavam aptos a votar não tinha nomes, o sistema de identificação biométrica deu problemas e alguns funcionários eram hostis.

Mulheres também não puderam participar ou não estavam dispostas a serem fotografadas para serem identificadas.

Fonte: G1

Deixe seu comentário