Sesapi notifica casos de síndrome em crianças causada pela Covid-19

Dos casos notificados, sete pessoas foram confirmadas com a síndrome, sendo quatro crianças do Piauí e três do Maranhão

Foto: Divulgação Além dos casos já confirmados, três seguem em investigação pela Sesapi
Além dos casos já confirmados, três seguem em investigação pela Sesapi

Foram notificados pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) dez casos da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SIM-P). A síndrome é uma reação inflamatória grave e sistêmica que se manifesta em crianças e adolescentes. De acordo com a Sesapi, a síndrome também está associada ao novo coronavírus (Covid-19).

Dos casos notificados, sete pessoas foram confirmadas com a síndrome, sendo quatro crianças do Piauí e três do Maranhão. Segundo a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), Amélia Costa, ainda estão sendo investigados mais três casos. “Um desses casos, do estado vizinho, veio a óbito em um hospital da capital piauiense. As crianças têm faixa etária de um a 13 anos”, disse a coordenadora.

Sintomas

Com relação aos sintomas, a Sesapi informou que são semelhantes aos da doença de Kawasaki, ela pode causar inflamação nos vasos e sintomas como febre alta e lesões na pele. A síndrome pode atacar pessoas com idades entre zero a 19 anos. 

“Os pais devem ficar atentos quando a criança apresentar febre acima de 38° por mais de três dias, erupções cutâneas, inchaço nas mãos e nos pés, conjuntivite, dor abdominal, diarreia e vômito. Já que estamos falando de uma doença muito séria que pode comprometer órgãos como o coração”, diz a presidente da Sociedade Piauiense de Pediatria, a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho,

Segundo a especialista, os sintomas da síndrome não costumam aparecer na fase aguda da Covid-19, tendo sua manifestação tempos depois, muitas vezes, em crianças que sequer apresentaram sintomas do coronavírus. “A Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico da Covid-19. Muitas vezes, após a criança até desenvolver anticorpos contra o coronavírus. No Piauí, a faixa etária mais atingidas é abaixo de cinco anos, diferente de outros lugares do mundo, onde a síndrome se manifesta com mais frequência nas idades de oito a onze anos”, lembra Anenisia Coelho.

Aumento de casos durante a pandemia

De acordo com a Sesapi, o Hospital Infantil Lucídio Portella, centro de referência no Piauí para o tratamento da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica, tem apresentado, nos últimos meses, um aumento no número de crianças com a suspeita da doença. “Na nossa unidade de saúde já deram entrada sete crianças com a suspeita da síndrome. Algo que nos deixa em alerta, pois estamos falando de uma nova doença, com consequências muito graves, levando muitas dessas crianças para as unidades de terapia intensiva”, destaca o diretor do HILP, Vinícius Pontes.

Tratamento

O órgão informou ainda que o tratamento adotado atualmente pelos médicos envolve medicamentos para controlar o processo como Imunoglobulina, corticoides e antibióticos, chegando em alguns casos na necessidade de entubar a criança.

Prevenção

Para prevenir as crianças e adolescentes da síndrome, a Sesapi recomenda que seja feita a lavagem das mãos com água e sabão por até 30 segundos, uso de máscaras, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, evitar tocar os olhos, não emprestar objetos, nem pegar emprestado.

“Para fechar um diagnóstico da síndrome, é necessário comprovar que a criança teve o contato com o coronavírus, sendo que a maior parte dos casos relatados apresentou exames laboratoriais que indicaram infecção atual ou recente pela Covid-19 ou vínculo epidemiológico com caso confirmado. Por isso, devemos manter os cuidados de prevenção com as crianças, para evitar contrair o vírus e suas consequências”, enfatiza a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho.

Fonte: Com informações da Sesapi

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