Severo Eulálio propõe exames gratuitos de prevenção dos cânceres de mama e ovário

A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda agora o parecer na Comissão de Administração Pública e Políticas Sociais.

Foto: Reprodução/ Alepi Deputado Estadual Severo Eulálio (MDB).
Deputado Estadual Severo Eulálio (MDB).

O deputado Severo Eulálio (MDB) apresentou um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa assegurando às mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama ou de útero, a realização de exames gratuitos para pesquisa de mutação em genes relacionados a essas doenças nas unidades públicas ou conveniadas ao Sistema Único de Saúde no Piauí. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda agora o parecer na Comissão de Administração Pública e Políticas Sociais.

O exame não é feito por grande parte da população devido ao custo, de cerca de R$ 2 mil. Pela relevância da proposta, a tramitação deve ser apressada neste mês, quando acontece a campanha Outubro Rosa, de prevenção e tratamento do câncer de mama e de ovário.

Severo Eulálio disse que o seu projeto prevê a gratuidade do exame e também a mastectomia profilática e, ainda, a reconstrução da mama através de cirurgia plástica.

“Esperamos que os colegas deputados aprovem nas outras comissões para que possamos votar em plenário o mais breve possível”, apelou.

A especialista em oncologia Cristiane Napoleão explica que o exame tem sido cada vez mais recomendado pelos médicos.

“A gente já pode utilizar o exame no tratamento daquele paciente que tenha um câncer mais avançado, baseado no achado de uma mutação errada, a mutação genética degenerativa, aquela que passa de pai para filho”, informou.

A médica disse que o exame deve ser feito também naquelas pessoas que não tiveram câncer ainda, mas tem diversos casos na família. O exame detecta a mutação mesmo sem a doença.

“A gente tem diversas formas de prevenção, diferente da população normal, com exames mais frequentes”, afirmou.

A radialista Nalda Lima disse que quando chegou no mastologista e relatou a ele que ela era a oitava mulher da família a ter câncer de mama, de imediato ele recomendou o imediato mapeamento genético. Com o exame ele saberia se a doença era hereditária e poderia dar um rumo mais seguro ao tratamento.

“Apesar do histórico todo da minha família, o meu câncer não foi genético e com isso ele soube como seria o enfrentamento. Foi mais fácil com isso”, relata.

Fonte: ALEPI- Assembleia Legislativa do Piauí

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