Suspeito de atirar em policial do Greco tem liberdade provisória concedida

Advogada diz que fotógrafo atirou em policial para se defender e denuncia tortura na Central

Foto: Reprodução / Internet Local onde aconteceu o fato
Local onde aconteceu o fato

O fotógrafo identificado como Carlos André Gomes de Holanda,30 anos, suspeito de atirar em um policial civil durante uma discussão em um posto de combustíveis em Teresina foi solto. Após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16), segundo a advogada do fotógrafo, Kamilla de Abreu, o juiz que presidiu a audiência entendeu que o rapaz deve responder por lesão corporal e não tentativa de homicídio.

Ela explicou ainda que o fotógrafo continua esperando liberação porque ainda não apresentou documento com foto devido a perca dos documentos e por ser natural de outro município (Guarulhos-SP).  Assim que estiver com a documentação, ele poderá ser liberado.

Kamilla Abreu sustentou a tese de legítima defesa. Segundo ela, consta nos autos, que a confusão teria iniciado após o policial civil ter tentado sair da loja de conveniência do posto de combustíveis com um frasco de ketchup sem efetuar o pagamento. 

Ela conta que o fotógrafo tentou imobilizar o policial, mas foi ameaçado com uma arma. 

A advogada diz que Carlos estava na loja sozinho e de repente, o policial entrou, pegou o frasco e estava de saída.  Um funcionário o advertiu porque ele estava supostamente furtando. Daí começou a confusão quando ele foi tentar sair e foi impedido pelo policial. Os dois saíram da loja e a vias de fato ocorreu no posto. Carlos atirou para conter o policial.

Foto: Reprodução / Internetfotografo Carlos André, sendo levado a central.
fotografo Carlos André, sendo levado para a central.

Kamilla alega ainda que, ao ser levado para a Central de Flagrantes, Carlos André foi vítima de tortura em uma das celas. Dois policiais civis não identificados entraram sorrateiramente na cela e o agrediram.

Sobre a denúncia de tortura, a advogada declara que  o MP e a OAB foram acionados, e estão aguardando para ver como irão agir.

Segundo a advogada, Carlos foi vítima de tortura. Já estava preso, humilhado. Ele foi espancado e ficou com o ombro, a parte frontal e boca machucados. Ela diz esperar para que as providências sejam tomadas e acrescentou que Carlos Abreu não tinha antecedentes criminais. 

A Secretaria de Segurança pública enviou nota à imprensa sobre o ocorrido:

NOTA

A Secretaria Estadual da Segurança Pública, através da Polícia Civil do Piauí, informa que já foram adotados todos os procedimentos legais para apuração da denúncia feita pelo suspeito de atirar no policial civil do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO), na madrugada da última quarta-feira (15). A polícia civil informa que, tao logo foi tomado conhecimento do fato, imediatamente, foi solicitado e realizado o exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal de Teresina, assim como a instauração do inquérito na Corregedoria de Polícia.

Fonte: Redação

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