Terceiro dia de protestos no Iraque tem mortos

Manifestantes exigem fim da corrupção, melhores serviços públicos e maior oferta de emprego. Os violentos protestos já deixaram 18 mortos.

Foto: Foto: reprodução Manifestante usa bandeira nacional iraquiana como máscara durante protesto em Bagdá, no Iraque
Manifestante usa bandeira nacional iraquiana como máscara durante protesto em Bagdá, no Iraque

Quatro manifestantes foram mortos a tiros nesta quinta-feira (3) na cidade de Amara, ao sul de Bagdá, no terceiro dia de manifestações no país, informaram fontes médicas e policiais à agência France Presse.

Há três dias, os manifestantes exigem fim da corrupção, melhores serviços públicos e maior oferta de emprego. Os violentos protestos já deixaram 18 mortos.

O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, impôs toque de recolher em algumas cidades iraquianas – inclusive a capital, Bagdá – onde todos os veículos e pessoas estão proibidos de trafegar a partir das 5h desta quinta-feira (horário local) "até segunda ordem", informou o gabinete do premiê.

Tensão no Iraque

Nos atos, jovens formados em universidades iraquianas protestam contra a dificuldade em se encontrar emprego em um país sem dinheiro, mas que é rico em petróleo.

Os protestos põem em xeque o governo de Adel Abdul-Mahdi, que está perto de completar um ano. Segundo a agência AP, as manifestações não têm liderança única e foram organizadas pelas redes sociais.

A onda de violência e de revolta contra o governo coloca o Iraque em mais um capítulo de crise política desde a deposição do regime de Saddam Hussein pelos Estados Unidos, em 2003. Até por isso, a situação preocupa a Casa Branca – há ainda milhares de militares norte-americanos em território iraquiano.

A embaixada dos EUA em Bagdá pediu calma a todos os lados. "O direito de protestar pacificamente é fundamental em todas as democracias, mas não há lugar para violência de nenhum lado", afirmava um tuíte da representação norte-americana.

Outro fator de preocupação é a crise ocorrer em meio à tensão entre os EUA e o Irã – país vizinho ao Iraque e inimigo histórico do governo iraquiano –, sobretudo após os recentes ataques a petroleiras na Arábia Saudita, aliada dos norte-americanos.

Fonte: G1

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