TSE exclui uso de biometria nas Eleições 2020

A medida do TSE visa obedecer às normas de proteção e higiene contra o novo coronavírus (Covid-19)

Foto: Divulgação/TSE Médicos dizem que uso da biometria aumenta o risco de infecções
Médicos dizem que uso da biometria aumenta o risco de infecções

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu excluir das Eleições Municipais de 2020 o uso da biometria no dia da votação, que irá ocorrer no dia 15 de novembro o primeiro turno e no dia 29 de novembro o segundo. A medida do TSE visa obedecer às normas de proteção e higiene contra o novo coronavírus (Covid-19). 

Um grupo de médicos e técnicos da consultoria prestada ao TSE pela Fiocruz e pelos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein consideraram que, a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor biométrico não pode ser higienizado com frequência. 

Além disso, há o risco de aumentar o número de pessoas no local, já que a votação por biometria é mais demorada do que a votação com assinatura no caderno de votações. Outro fator reconhecido pelo TSE é com relação a dificuldade dos eleitores com a leitura digital, o que aumenta o risco de formar filas.

Mesmo com a exclusão da identificação biométrica, a Justiça Eleitoral seguirá as orientações para a adoção de cuidados sanitários com eleitores, mesários e fiscais de partido, além da higienização do espaço físico das seções e das marcações para distanciamento entre as pessoas.

Biometria

A biometria é a ciência que estuda a identificação dos indivíduos pelas características físicas únicas. Com isso, o sistema adotado pela Justiça Eleitoral brasileira reconhece a pessoa através das impressões digitais, além da fotografia e a assinatura do eleitor, garantindo que ele seja único no cadastro eleitoral, o que torna praticamente impossível a tentativa de fraudar qualquer identificação. De acordo com o TSE, o uso da biometria na votação torna ainda mais segura as eleições. 

Eleições de 2018

Nas Eleições de 2018, dos 147.302.357 eleitores aptos a votar, 73.688.211 foram identificados por meio das digitais, ou seja, 50,03% do eleitorado da época. Em 2020, do total de 147.918.483 aptos, 117.594.975 poderiam ser identificados biometricamente para votar, se não fosse a exclusão da biometria em razão da pandemia de Covid-19.

Essa rápida evolução no número de eleitores com as impressões digitais registradas é resultado do trabalho constante da Justiça Eleitoral, que tem como objetivo cadastrar biometricamente 100% do eleitorado do país até 2022.

Fonte: com informações do TSE

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