Wellington Dias critica investigação da Polícia Federal

"O governador classifica a operação como mais um espetáculo", disse o governador em nota pública sobre a investigação.

Foto: Reprodução/ Internet Governador do estado do Piauí, Wellington Dias (PT).
Governador do estado do Piauí, Wellington Dias (PT).

Na manhã desta segunda-feira (27), a Polícia Federal  (PF) esteve na casa do governador do Piauí, Wellington Dias, para investigar o caso de desvio de dinheiro na educação pública do estado

Em seguida, o governador publicou na qual ele lamenta a o caso ocorrido e diz ser alvo de algo no qual não faz parte. Confira a nota:

"O governador Wellington Dias lamenta e repudia a forma como se deu a operação da Polícia Federal na manhã dessa segunda (27) em sua casa onde, atualmente, mora seu filho e família, que nunca tiveram nenhuma função no estado. Seu filho é médico e trabalha na linha de frente do combate ao coronavírus e desde março o governador mantem distanciamento recomendado pelas organizações para a preservação da saúde. O governador classifica a operação como mais um espetáculo e destaca que a vida toda ele e sua família sempre agiram respeitando as leis e as instituições.

Sobre a Operação Topic, o governador esclarece que as investigações são contra empresas acusadas de fazer cartel e referentes a processos e contratos do ano de 2013, quando ele não era governador do estado. Uma operação nestes moldes se torna desproporcional e desnecessária já que estamos falando de um fato de 2013 e em um processo em que a ex-secretária da Educação, hoje deputada federal, por meio de seu advogado, se prontificou, por duas vezes nos últimos meses, para prestar esclarecimentos, bem como para repassar todo e qualquer documento ou equipamento necessário.

O governador ressalta que o Estado é vítima e o maior interessado na resolução desta questão e irá trabalhar para que tudo seja plenamente esclarecido. Enfatiza-se que, infelizmente, muitos espetáculos ainda poderão acontecer, mas ressalta que existe a lei de abuso de autoridade para que casos como este não aconteçam indiscriminadamente.

Por fim, é necessária prudência para que ninguém seja acusado injustamente e nem seja julgada sem o pleno direito de defesa".

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